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Análise: como Irã pode responder ao reposicionamento de bombardeiros B-52 dos EUA

© AFP 2021 / Paul CrockBombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA
Bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA - Sputnik Brasil
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A defesa antiaérea do Irã tem muitas vulnerabilidades e não garante a proteção contra os mísseis de cruzeiro norte-americanos, escreve o portal Military Watch.

Recentemente, a Força Aérea dos EUA deslocou quatro bombardeiros estratégicos B-52 para o Oriente Médio em resposta à atividade do Irã. Essas aeronaves nucleares estratégicas já estão no serviço a partir de 1955, mas atualmente ainda são considerados um armamento moderno e de alta capacidade.

Graças à última atualização, o avião de guerra pode transportar 18.000 quilogramas de munições. Além das bombas aéreas comuns, o B-52 pode usar mísseis de cruzeiro 20 AGM-86. Dessa maneira, um esquadrão de bombardeiros estratégicos B-52 é capaz de superar a maioria dos sistemas da defesa antiaérea, conclui o portal.

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Os mísseis de cruzeiro AGM-86 possuem elevadas capacidades de evasão aos radares que os tornam quase impossíveis de serem interceptados. O seu raio de ação ultrapassa os 2.500 quilômetros. A ogiva do míssil pode ser convencional, penetrante ou de fragmentação, recorda o site.

Ao mesmo tempo, os sistemas de defesa antiaérea mais sofisticados no Irã são os S-300PMU-2, que foram produzidos em meados dos anos 90 e foram integrados na rede de defesa antiaérea do país em meados de 2017.

Os sistemas S-300PMU-2 têm algumas falhas. Por exemplo, eles têm uma cadência de tiro duas vezes menor que o S-400 e não possuem a capacidade de manobrar como o S-300VM. Mas a falha principal é que S-300PMU-2 não foram projetados para interceptar mísseis. Esses problemas tornam o sistema de defesa antiaérea do Irã vulnerável a ataques de B-52, acha a Military Watch.

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Os S-300PMU-2 só podem acompanhar e interceptar 36 alvos, o que significa que dois B-52H são capazes de superar os sistemas defensivos. Mas basta que um número pequeno de mísseis penetre no sistema de defesa antiaérea do país para neutralizar os postos de comande e outras infraestruturas militares, analisa o site.

Vale ressaltar que o Irã não possui uma quantidade suficiente de sistemas de defesa antiaérea de médio alcance, tais como BuK-M3 ou HQ-16. Esse fato aumenta a eficácia de um ataque dos B-52, conclui o portal.

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