China critica Pompeo e adverte contra 'comportamento agressivo' no Ártico

© AP Photo / Zhang Zongtang/Xinhua News Agency Membros da Equipe de Pesquisa Antártica Chinesa navegando rumo ao continente a bordo do navio de expedição polar Xuelong.
Membros da Equipe de Pesquisa Antártica Chinesa navegando rumo ao continente a bordo do navio de expedição polar Xuelong. - Sputnik Brasil
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Falando antes da reunião do Conselho do Ártico no outro dia, Mike Pompeo argumentou que o "padrão de comportamento agressivo da China em outros lugares irá informar" sobre a maneira como trata o Ártico, que é abundante em uma variedade de recursos naturais. Os comentários provocaram uma dura reação de altos funcionários chineses.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, revidou os interesses dos EUA no Ártico, afirmando que o secretário de Estado Mike Pompeo havia deturpado as intenções do país do Leste Asiático na região rica em recursos devido a "segundas intenções".

"Não temos cálculos geopolíticos e não buscamos blocos excludentes", disse ele, ressaltando que a China tem participado dos assuntos do Ártico com "uma atitude aberta, cooperativa e ganha-ganha". Ele afirmou que, embora a China "não intervenha" em assuntos entre os países do Ártico, também não se absterá de resolver questões globais relacionadas ao Ártico.

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"A questão do Ártico não está relacionada apenas aos países do Ártico, mas também tem significado global e influência internacional", disse Geng, acrescentando que a China está disposta a unir esforços para "proteger o Ártico, explorar o Ártico e participar do a governança do Ártico”.

Na véspera da reunião de oito membros do Conselho Ártico na Finlândia na segunda-feira, Pompeo anunciou os planos dos EUA de dobrar sua presença no Ártico para combater Rússia e China. "Só porque o Ártico é um lugar de deserto não significa que ele deva se tornar um lugar de ilegalidade", disse o secretário.

O principal diplomata americano alertou sobre os cenários em que os países se envolvem em dívidas e corrupção, alertando para investimentos de baixa qualidade e exploração descontrolada de recursos naturais, referindo-se aos já citados como potenciais efeitos da China ganhar uma posição firme na região.

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A China, que injetou um investimento de US$ 90 bilhões (R$ 358,4 bilhões em cotação atual) no Ártico entre 2012 e 2017, segundo Pompeo, na região gelada, tem status de observador no órgão de cooperação do Conselho do Ártico, ao contrário dos EUA e Rússia, que atualmente são membros do Conselho. Washington expressou repetidamente preocupações sobre Pequim tentando se posicionar como um “estado próximo ao Ártico”. No documento da Política Ártica da China em 2018, o país diz planejar participar ativamente dos assuntos do Ártico e atuar como um dos principais interessados ​​na região.

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