'Guerra' no continente gelado: Antártica pode se tornar local de atrito entre EUA e China

CC BY 2.0 / Andreas Kambanis / AntártidaA Antártida, continente mais meridional do planeta
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Nos últimos anos, Washington e Pequim estão cada vez mais presentes e ativos na Antártica, instalando bases tanto permanentes como provisórias. Conseguiriam os países coexistir em paz nessa zona remota ou novos conflitos seriam possíveis no futuro?

A China pretende converter o ponto mais alto da Antártica em uma área especial para "pesquisa científica e proteção ambiental" e assegura estar aberta a colaborar com outras nações, escreveu Stephen Chen no South China Morning Post.

Conforme afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China, Pequim decidiu garantir que o Dome A — a cúpula de gelo mais alta do Planalto Antártico, onde o gigante asiático está mais presente do que qualquer outro país, seja uma região protegida ou Zona Antártica Especialmente Protegida (ASPA, na sigla em inglês).

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A China se tornou o primeiro país a alcançar essa remota planície de gelo localizada a 4.093 metros acima do nível do mar graças a uma expedição terrestre organizada em 2005. Assim, o local passou a ser a primeira base chinesa na Antártica, onde a China tem duas instalações costeiras.

Seis outros países com bases similares no continente são Rússia, Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Itália, enquanto 20 — quase todos os membros do Tratado da Antártica, assinado por 54 nações, estão presentes no continente gelado, mas a maioria deles possui instalações nas ilhas.

Desacordos entre China e EUA

Nos últimos anos, a China está cada vez mais ativa na Antártica. Há uma década, construiu a estação Kunlun, onde instalou telescópios para realizar observações astronômicas e controlar lixo espacial.

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Posteriormente, os EUA estabeleceram base temporária a cerca de 100 quilômetros de distância. Autoridades norte-americanas anunciaram que assim Washington protege projeto com o programa militar Deep Freeze — uma operação que apoia as atividades antárticas dos EUA. Os passos dados pelos Estados Unidos na região são vistos por especialistas chineses como tentava de impedir realização dos planos da China de criação da ASPA.

Enquanto os chineses construíram um aeródromo, duas estações permanentes — a Grande Muralha e Zhongshan — e as instalações temporárias de Kunlun e Taishan, os americanos também se expandiram na região, onde ambos os lados estenderam competição pelo Polo Sul.

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