Venezuela é laboratório dos EUA antes de 'ataques' contra Cuba e Nicarágua, diz oficial russo

© Sputnik / Leo Alvarez / Abrir o banco de imagensManifestação dos partidários do autoproclamado presidente interino da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, em Caracas
Manifestação dos partidários do autoproclamado presidente interino da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, em Caracas - Sputnik Brasil
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Os EUA estão prontos a usar todos os meios para remover os governos socialistas indesejados da Venezuela, Nicarágua e Cuba do poder, a fim de alcançar o controle total sobre a América Latina, alertou o chefe russo do Departamento Central de Inteligência (GRU), Igor Kostyukov.

A política externa de Washington será a principal ameaça de segurança para a América Latina nos próximos anos, disse Igor Kostyukov na Conferência Anual de Moscou sobre Segurança Internacional.

Washington atua "em desrespeito ao direito internacional" e sem considerar as possíveis consequências para seus aliados "a fim de alcançar o controle total sobre a região", declarou.

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O Departamento de Estado dos EUA gasta oficialmente pelo menos US$ 1,5 bilhão a cada ano para aumentar sua influência na América Latina, revelou Kostyukov. Levar em conta "programas especiais e não orçamentários" tornaria a quantia muito maior, acrescentou.

"As tecnologias da ‘revolução colorida’ que estão sendo desenvolvidas na Venezuela, poderão ser implementadas em breve na Nicarágua e em Cuba", avaliou.

Na Nicarágua, a "oposição patrocinada pelos EUA está interrompendo o diálogo nacional ao apresentar termos que são obviamente inaceitáveis para as autoridades", disse Kostyukov.

O país continua em um impasse quando os protestos contra a Reforma da Previdência, um ano atrás, se tornaram violentos e levaram a centenas de mortos. As conversações entre o governo de Daniel Ortega e a oposição só foram retomadas em fevereiro, depois que as autoridades libertaram muitos dos detidos durante os distúrbios.

Quanto a Cuba, o governo Trump tentará contar com medidas econômicas para atingir seus objetivos, afirmou o chefe do GRU.

"Em março, a Lei Helms-Burton foi reintroduzida pelos EUA. Ela permite que os americanos peçam indenização por bens perdidos na república [cubana], o que poderia afetar cerca de 200 empresas cubanas. Uma redução significativa na oferta de petróleo venezuelano como resultado das sanções dos EUA foi também um golpe para Cuba", destacou.

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Apesar de todas as ambições de Washington, a "blitzkrieg" (guerra relâmpago) na Venezuela falhou, disse Kostyukov.

"Os EUA calcularam mal o nível de robustez do governo democraticamente eleito, seu apoio pela população e a disposição das agências de segurança venezuelanas para defender a ordem constitucional. Esperanças de confrontos sangrentos entre o povo e o exército não renderam tampouco", completou.

Washington apoiou totalmente o líder da oposição Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela em janeiro, e colocou o país sob duras sanções econômicas. Os movimentos, porém, não têm sido suficientes derrubar Nicolás Maduro como chefe do estado venezuelano.

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