Análise: míssil russo Sarmat permite destruição garantida dos alvos inimigos

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Deputado russo afirma que o novo míssil russo representa um fator de contenção que impede Washington de sair do último tratado START. Nessa conexão, o especialista militar russo Boris Rozhin destaca que essa arma garante a paridade nuclear.

Há pouco, o deputado da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo) Vladimir Gutenev afirmou que o Sarmat é um míssil bastante mais poderoso que seus antecessores, sendo quase invulnerável. Agora que o míssil está passando com sucesso por testes, para os Estados Unidos, a preservação do último tratado START (também conhecido como START III) "corresponde a seus interesses de segurança", explicou o parlamentar.

Durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Boris Rozhin expressou a opinião de que a Rússia está modernizando suas forças nucleares e de mísseis para garantir sua própria segurança.

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"O desenvolvimento deste sistema é um passo lógico devido ao crescimento das ameaças estratégicas à paridade nuclear, quando os EUA estão implantando um sistema de defesa antimíssil na Europa e modernizando seus sistemas de mísseis nucleares, sendo por isso que abandonam o Tratado INF. Nessa conexão, a Rússia está modernizando suas forças de mísseis nucleares para garantir a própria segurança, para manter a paridade de mísseis nucleares", destacou.

Ao mesmo tempo, o especialista militar avaliou as vantagens do míssil Sarmat.

"Neste sentido o Sarmat é mais um desenvolvimento dos mísseis pesados de produção nacional, destinados principalmente a ser usados em uma guerra de mísseis nucleares para um ataque de resposta, se os Estados Unidos ou seus aliados tentarem realizar um ataque preventivo para desarmar nosso país a fim de ditar suas condições", explicou.

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Além disso, ele ressaltou que "os mísseis Sarmat permitem a destruição garantida dos alvos apontados pelos militares. As vantagens deste míssil estão em sua maior precisão, alcance efetivo e raio de destruição do alvo", disse Boris Rozhin.

O Sarmat não tem análogos no mundo. Sua produção em série está marcada para 2020 e o primeiro regimento destes mísseis estará pronto para combate já em 2021. Trata-se de um novo nível de contenção nuclear.

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