Militares alemães planejam contratar rabinos pela 1ª vez em mais de 100 anos

© AFP 2022 / Stefan RousseauRabinos e membros da comunidade judaica ortodoxa participam da posse do rabino-chefe Ephraim Mirvis no norte de Londres (arquivo)
Rabinos e membros da comunidade judaica ortodoxa participam da posse do rabino-chefe Ephraim Mirvis no norte de Londres (arquivo) - Sputnik Brasil
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Após uma discussão de um ano, a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, anunciou que os soldados judeus na Bundeswehr receberão apoio e orientação espiritual. Espera-se que os muçulmanos recebam a mesma assistência.

As forças militares alemãs, a Bundeswehr, indicarão vários rabinos como capelães pela 1ª vez em mais de 100 anos, revelou o Ministério da Defesa alemão, observando que sua tarefa inicial seria ganhar experiência. Para isso, autoridades e o Conselho Central de Judeus na Alemanha devem negociar um tratado, semelhante ao dos capelães militares, representando igrejas na Bundeswehr.

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A ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, classificou o movimento como um "sinal importante". Segundo ela, soldados judeus e muçulmanos também anseiam por orientação espiritual "especialmente em tempos de anti-semitismo, a polarização religiosa e a mentalidade estreita estão aumentando localmente".

Presidente do Conselho Central dos Judeus, Josef Schuster acolheu o projeto.

"A nomeação de rabinos militares é um sinal da crescente confiança da comunidade judaica na Bundeswehr como parte de nossa sociedade democrática", observou antes de uma reunião especial, organizada para discutir a medida.

De acordo com a DW, o anúncio seguiu debates de um ano sobre a questão da diversidade na assistência religiosa para aqueles que servem no Bundeswehr. O Ministério da Defesa vem examinando a possibilidade de nomear rabinos e imãs militares por sete anos, embora os soldados já tivessem a possibilidade de recorrer a rabinos e imãs fora das forças militares.

A tarefa de atender à demanda por capelães muçulmanos é mais complicada do que com os rabinos, já que não existe uma instituição muçulmana central que possa chegar a um acordo com o Bundeswehr.

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O plano atual sugere que os clérigos muçulmanos devem estar legalmente vinculados por "contratos provisórios", o que significa que as autoridades poderiam estabelecer um acordo de única associação. 

De acordo com o Ministério da Defesa, existem atualmente de 200 a 300 soldados judeus, enquanto 3 mil funcionários definem-se como muçulmanos. No entanto, as estatísticas não são precisar, pois os soldados não são obrigados a revelar sua religião.

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