Ancara e Teerã acusam EUA de intervirem nos assuntos internos da Venezuela

© REUTERS / Carlos Garcia RawlinsCarro em chamas durante protestos em Caracas, Venezuela
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Em meio à crise política venezuelana, o Irã e a Turquia declaram que os EUA intervêm nos assuntos internos de Caracas, informaram os Ministérios das Relações Exteriores iraniano e turco.

Os EUA intervêm nos assuntos internos da Venezuela, e o reconhecimento norte-americano do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente do país, desconsiderando Maduro, poderia ocasionar caos, declarou o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu.

"Nos últimos tempos, os EUA e alguns países da América Latina vêm intervindo nos assuntos internos da Venezuela. O país tem um presidente eleito, mas, ao mesmo tempo, o presidente da Assembleia Nacional se declara presidente do país e alguns países o reconhecem. É uma situação muito incomum que poderia ocasionar caos", afirmou Cavusoglu, citado pelo canal de televisão turco Ahaber.

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Anteriormente, a assessoria de imprensa do presidente turco Recep Tayyip Erdogan informou que o líder da Turquia manifestou apoio ao líder venezuelano Nicolás Maduro no âmbito do reconhecimento norte-americano do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente do país.

Nesta quinta-feira (24), a chancelaria do Irã informou que considera a crise política na Venezuela um resultado da intervenção norte-americana nos assuntos internos do país e que espera uma solução pacífica do conflito.

"O Irã se manifesta contra qualquer intervenção nos assuntos internos da Venezuela, bem como contra ações ilegais e não constitucionais como uma tentativa de golpe; [o Irã] apoia o governo e o povo desse país", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasem, que sublinhou que se trata de uma "intervenção aberta estadunidense" nos assuntos da Venezuela.

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Ghasem se mostrou esperançoso que os conflitos políticos internos e outros problemas da Venezuela possam ser resolvidos o mais rápido possível através de instrumentos legais e pacíficos.

Na quarta-feira (23), Guaidó se declarou "presidente encarregado" da Venezuela. Os EUA, União Europeia e uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia e Irã apoiam a permanência de Maduro.

Moscou declarou que seu posicionamento sobre o reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela não mudaria, assinalando que a postura de países ocidentais mostra a forma como eles encaram o direito internacional, a soberania e a não interferência nos assuntos internos de países.

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