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Chanceler rebate ideia de ministro de Bolsonaro de tirar Brasil de pacto migratório

© ReproduçãoO presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) posa ao lado de seu futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) posa ao lado de seu futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo. - Sputnik Brasil
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O atual ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, criticou a possibilidade do Brasil deixar o pacto mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a migração em 2019, após o país e outras 160 nações terem assinado o compromisso na segunda-feira no Marrocos.

A reação do chanceler do presidente Michel Temer (MDB) veio pelo Twitter e foi uma resposta ao seu sucessor no posto, o diplomata Ernesto Araújo, que será o comandante da pasta no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Araújo julga o pacto "inadequado" para o problema migratório e, por isso, irá abandoná-lo.

O alinhamento exposto pelo novo chanceler brasileiro a partir de 2019 vai colocar uma nova visão do governo para o tema, pondo o Brasil ao lado de países como Estados Unidos, Áustria e Hungria, todos contrários ao pacto migratório da ONU e, por isso, que não quiseram tomar parte no documento assinado nesta semana.

A ideia da ONU é reforçar a cooperação internacional para uma migração "segura, ordenada e regular". Foi a concordância com tal ponto de vista que fez com que o governo Temer tenha concordado em assinar o compromisso, segundo escreveu Nunes no Twitter, respeitando a própria legislação nacional.

O atual chanceler ainda destacou o passado histórico e multiétnico do Brasil, reafirmando que não há qualquer imigração indiscriminada, conforme sugeriu o seu sucessor no Itamaraty.

Da sua parte, Bolsonaro já deu a entender que não deixará os imigrantes venezuelanos, principal tema do setor hoje em discussão no país, desassistidos. Contudo, o presidente eleito deu poucos detalhes do que pretende fazer assim que assumir o governo.

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