Rússia pode compensar danos causados à China pela guerra comercial com EUA?

© AFP 2022 / How Hwee YoungBandeiras da Rússia e China durante a reunião de Vladimir Putin e Xi Jinping
Bandeiras da Rússia e China durante a reunião de Vladimir Putin e Xi Jinping - Sputnik Brasil
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O mercado russo pode compensar as perdas causadas à China pela guerra comercial com os EUA, opina o comissário presidencial russo para os direitos dos empresários, ex-candidato à Presidência e dirigente do Comitê Russo-Chinês para a Paz, Amizade e Desenvolvimento, Boris Titov.

"Nosso mercado pode substituir para os chineses aquilo que eles perdem nos EUA. Ou seja, uma parte dos artigos que se destinava ao mercado estadunidense pode chegar a nós, e isso é bom para a Rússia. Por sua vez, isso vai substituir as importações europeias", prognosticou o empresário ao falar com a Sputnik.

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De acordo com o entrevistado, é importante entender igualmente onde os investimentos e artigos russos podem se encaixar no mercado chinês.

"É preciso analisar a estrutura das exportações norte-americanas para a China. Em geral, se trata de produtos agrícolas — milho, soja e seus derivados. Ao mesmo tempo, os EUA importam produtos de alta tecnologia, que, muitas vezes, as próprias corporações estadunidenses como a Apple produzem na China", explicou.

Em opinião de Boris Titov, a Rússia poderia vender à China mais produtos agrícolas, como soja, trigo, farinha, açúcar, óleo vegetal e outros, mas para isso é necessário levantar certas barreiras comerciais.

"Em qualquer caso, o nosso potencial é insuficiente para substituir completamente os EUA nesse mercado. Isto está relacionado com as tecnologias de cultivo de soja, que precisamos desenvolver", explicou.

A guerra comercial entre a China e os EUA começou depois que, em 6 de julho, as duas partes introduziram (com Washington tendo sido o primeiro a fazê-lo) taxas de importação de 25% relativamente a centenas de artigos diferentes. Já nos finais de setembro entraram em vigor novas taxas estadunidenses de 10% sobre os artigos chineses importados no valor total de 200 bilhões de dólares (766 bilhões de reais) por ano. Pequim, em resposta, introduziu taxas de 10% e 5% sobre as importações norte-americanas no valor de 60 bilhões de dólares (230 bilhões de reais).

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