Ex-embaixador indiano receia que China se torne única potência dominante da Ásia-Pacífico

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Países da Ásia e da região Ásia-Pacífico devem aumentar suas capacidades econômicas e defensivas, já que a China pode se tornar a superpotência dominante na região, disse o presidente do Conselho Nacional de Segurança da Índia, Pundi Srinivasan Raghavan.

De acordo com o ex-embaixador indiano em Moscou, Pundi Srinivasan Raghavan, a China é atualmente demasiado grande e forte, nenhum dos países asiáticos irá conter a China ou entrar em confronto com ela.

"Mas os outros países devem aumentar suas capacidades para que a China não se torne a única superpotência dominante na região", acrescentou o diplomata.

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Segundo o especialista, precisamos de grupos de países que, não âmbito de sua cooperação, possam aumentar cada um suas capacidades. "Nós devemos evitar confrontos, mas devemos nos esforçar para aumentar as capacidades em prol da segurança comum", disse Raghavan para a Sputnik no clube de discussão Valdai.

Ele enfatizou que "se um país, em qualquer região, se está tornando demasiado forte e a assimetria se torna óbvia demais, isso introduz instabilidade".

"Então nós precisamos aumentar as capacidades dos países vizinhos até um nível aproximadamente igual, após o que os países podem criar mecanismos e buscar acordos que reflitam seus interesses comuns", sublinhou o ex-embaixador indiano.

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O diplomata também expressou a opinião que, neste estágio, a região é confrontada com um conjunto de problemas, cada um dos quais requer uma abordagem especial para ser resolvido, tentar regular tudo de uma vez é bastante imprudente.

"[…] Por exemplo, as ameaças econômicas emanam atualmente do confronto comercial entre a China e os EUA, essas ameaças também estão aumentando devido às sanções americanas contra a Rússia e, é claro, o Irã, o que é muito importante. Esses problemas exigem seu próprio conjunto de medidas", disse Raghavan.

De acordo com ele, as outras ameaças incluem o fato de que a região Ásia-Pacífico, a região Indo-Pacífico não possui uma arquitetura de segurança adequada, o que nós temos hoje foi criado na época da Guerra Fria, quando os EUA queriam atacar a URSS, mas hoje já não há União Soviética, e a China é o jogador forte na região, portanto, é necessário procurar um novo tipo de equilíbrio.

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