Frente al-Nusra se diz 'pronta' para negociar com a Rússia e a Turquia

© AFP 2022 / Mohamed al-Bakour Cidade síria do noroeste de Idlib.
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A Hayat Tahrir al-Sham, também conhecida como Frente al-Nusra, sinalizou que está pronta para aceitar um acordo russo-turco que visa impedir a operação ofensiva em Idlib apenas um dia antes do prazo final.

O principal grupo jihadista da Síria disse que tomou uma decisão depois de "consultas" internas, segundo uma reportagem da Reuters. Apesar de não concordar com os termos explícitos do acordo, o grupo diz que buscará fornecer segurança para os civis na área que controla e que apreciou os esforços para proteger essa área.

"Valorizamos os esforços de todos os que lutam — em casa e no exterior — para proteger a área libertada e impedir sua invasão e a perpetração de massacres", disse o grupo terrorista em seu comunicado, publicado via mídia social. "Mas nós alertamos ao mesmo tempo contra as artimanhas do ocupante russo e não temos fé em suas intenções", acrescentou.

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A declaração também disse que a Tahrir al-Sham "não vai esquecer" os combatentes estrangeiros que viajaram à Síria para ajudar o grupo. Outra grande força militante, a Frente Nacional de Libertação, apoiada pela Turquia, anunciou sua aceitação do acordo, segundo a Reuters.

De acordo com os termos do acordo, uma zona desmilitarizada seria criada em um território militante do qual todas as armas pesadas e combatentes terroristas deveriam se retirar.

No entanto, a Tahrir al-Sham afirmou que não vai acabar com sua jihad ou entregar suas armas.

A Turquia desempenhou um papel ativo na persuasão de terroristas na província de Idlib para concordarem com o acordo, temendo que uma operação ofensiva das forças sírias pudesse enviar outra grande onda de imigrantes para a fronteira turca. Atualmente, estima-se que a Turquia abrigue cerca de 3,5 milhões de refugiados sírios.

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Idlib e áreas adjacentes — a última fortaleza de militantes na Síria — são o lar de cerca de 3 milhões de civis, mais da metade dos quais supostamente foram deslocados pelo menos uma vez durante a atual guerra de seis anos.

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