Analista: OTAN decide construir polígono na Lituânia, mas quer sair ilesa de conflito

© AP Photo / Mindaugas KulbisSoldados da OTAN no tanque alemão Leopard 2 participam dos exercícios da Aliança, Lituânia
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Lituânia contará em breve com o primeiro polígono aéreo a corresponder aos padrões da OTAN. A instalação possui uma importância tanto militar como econômica, afirmou o cientista político Nikita Danyuk em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Na cidade lituana de Kazlu Ruda surgirá em breve o primeiro polígono aéreo militar a corresponder aos padrões da OTAN, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa da Lituânia.

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Vale destacar que o polígono se localizará a cerca 60 quilômetros da fronteira russa. Na instalação militar, aviões poderão treinar ataques a alvos terrestres e militares serão preparados para ingressarem nas forças aéreas.

O cientista político, Nikita Danyuk, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, argumentou que os países bálticos se interessam pelo posicionamento de instalações da OTAN, pois elas substituem setores da economia que já não dão mais dinheiro.

"Os principais países-membros da OTAN e os países bálticos, ou seja, países de segundo e terceiro grau na Aliança, estão muito interessados uns nos outros. Em primeiro lugar, os países bálticos estão interessados em posicionar instalações militares em seu território devido ao forte enfraquecimento de sua economia depois de aderirem à União Europeia, tendo sido fechados muitos setores industriais, mas o orçamento deve ser preenchido de alguma maneira. Em seus 'currículos', eles sempre dão a entender que estão prontos para serem russófobos 'número um', tentam de todas as maneiras provocar o vizinho do leste, como gostam de chamar o nosso país. E os 'amigos' de Bruxelas e Washington consideram os países bálticos como um tipo de 'cordão sanitário' [barreira criada para impedir a proliferação de um agente infeccioso ou epidemia]. Ou seja, em caso de conflito, eles tentarão primeiramente agir com as forças posicionadas nesta primeira linha", explicou Nikita Danyuk.

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Ele salientou que, em caso de conflito real, os países bálticos podem esperar coisas pouco animadoras."São justamente estes países que enfrentariam resistência, que pode ser aplicada pelo nosso governo, e, claro, estes países não teriam muitas chances de preservar o status quo neste conflito. Já os países determinadores da política da Aliança Atlântica, neste caso, tentam com mãos alheias criar uma situação, em que caso haja conflito, sairão ilesos do problema", notou Nikita Danyuk.

Nos últimos anos, na região báltica se vê um reforço sem precedentes do contingente da OTAN. O posicionamento das tropas da OTAN nos países bálticos foi aprovado na cúpula da Aliança em Varsóvia em 2016, devido à "ameaça russa".

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