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Trump provoca crise na Europa por causa do Irã?

© REUTERS / Joshua RobertsO presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante uma reunião dos líderes do Partido Republicano (foto de arquivo)
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante uma reunião dos líderes do Partido Republicano (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O chefe da missão diplomática austríaca no Irã, Stefan Schulz, disse que, em caso de cessação das exportações (petróleo, bens e serviços) do Irã, a Europa vai perder pelo menos 10 bilhões de dólares (37 bilhões de reais).

No encontro entre representantes de empresas estrangeiras no Irã, o diplomata austríaco salientou que a União Europeia está interessada em manter relações com o Irã e a continuação das compras de petróleo bruto do país. Ele ressaltou que as empresas europeias querem minimizar as perdas em meio a ameaças de novas sanções por parte dos Estados Unidos.

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Especialista iraniano e economista independente Bahnam Molki comentou à Sputnik como os países europeus devem resistir à pressão de Trump e quais os mecanismos que devem ser utilizados para este fim. A saída das empresas europeias do Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA, na sigla em inglês) levaria a mais restrições. O número de transações diminuirá, mas, ao mesmo tempo, os produtores nacionais terão a possibilidade de se desenvolver, disse ele à Sputnik Persa.

O economista sugeriu que se os países europeus, bem como a China e a Rússia, se unirem em uma só voz, dessa maneira eles serão capazes certamente de resistir à política de Trump.

"Os países não podem se opor a Trump separados. Os Estados Unidos começaram uma guerra econômica contra a China, a Rússia, o Irã e alguns países europeus", explica o especialista.

"Sem dúvida, a economia dos EUA é uma das economias mais fortes, e os países acima mencionados não serão capazes de resistir por si sós. A retirada de empresas europeias do Irã provoca determinadas condições. Por exemplo, a saída da empresa Peugeot está associada a prejuízos para essa empresa do ramo automobilístico. Na verdade, a empresa age, em certa medida, de acordo com a política dos EUA, e talvez em alguma coisa possa obter benefícios. No entanto, na minha opinião, é improvável que encontre um mercado tão grande e lucrativo."

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Apesar de algumas empresas possuírem uma relação muito próxima com os EUA, e seus interesses serem prejudicados se elas mantiverem relações com o Irã, é importante saber se a UE vai ou não reconhecer oficialmente as sanções dos EUA: "No momento, a UE pode fundar um banco ou estabelecer contatos que permitam contornar as sanções. Nesse caso eles não terão grandes problemas, eles até serão capazes, por sua vez, de exercer pressão sobre empresas americanas."

Segundo ele, se a UE, a Rússia e a China fizerem o jogo dos Estados Unidos, a pressão será forte, embora a pressão que os EUA exerceram até 4 de agosto já tenha sido bastante forte, conclui Molki.

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