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Mais da metade dos russos quer Putin como presidente após 2024, aponta pesquisa

© Sputnik / Aleksandr AstafyevPresidente russo Vladimir Putin durante cerimônia solene de posse no Kremlin, 7 de maio de 2018, Moscou
Presidente russo Vladimir Putin durante cerimônia solene de posse no Kremlin, 7 de maio de 2018, Moscou - Sputnik Brasil
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Mais da metade dos entrevistados em uma pesquisa russa disse que preferiria que o presidente Vladimir Putin permanecesse no poder depois que seu atual mandato expirar em 2024, independentemente da proibição constitucional direta de tal medida.

De acordo com a pesquisa, conduzida pelo instituto independente de opinião Levada, a proporção de russos que dizem preferir ver Putin na Presidência depois que seu mandato atual expira em 2024 é de 51%.

Já 27% dos entrevistados descreveram esse cenário como "indesejável".

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A Constituição russa não permite que a mesma pessoa assuma o cargo presidencial por mais de dois mandatos seguidos e Putin repetidamente disse à imprensa que não tinha intenção de violar ou mudar essa regra.

Um levantamento realizado em agosto passado revelou que a proporção de russos que queriam que Putin vencesse as eleições presidenciais de março de 2018 era de 67%, enquanto 18% dos entrevistados disseram que não favoreceriam esse resultado.

Mas, em 2018, Putin estava concorrendo a um segundo mandato consecutivo, embora o quarto no total desde 2000, o que não é proibido pela lei.

A mais recente pesquisa da Levada também mostrou que a proporção de russos que afirmam desejar mudanças em grande escala no país aumentou de 42% em agosto do ano passado para 57% hoje.

Ao mesmo tempo, apenas 24% dos russos concordaram com a tese de que mudanças radicais no governo poderiam levar a um aumento nos padrões de vida e 30% disseram aos pesquisadores que, em sua opinião, a remodelação do gabinete não mudaria nada.

Em abril deste ano, o chefe da República da Chechênia, Ramzan Kadyrov, pediu mudanças na Constituição russa que permitiriam que Vladimir Putin fosse reeleito presidente depois de 2024.

"Não devemos nem perguntar a Putin sobre isso! O povo, o Conselho da Federação, a Duma do Estado, outras instituições do Estado, devem iniciar e aprovar essa decisão, coletar assinaturas e realizar um referendo nacional", disse Kadyrov a repórteres.

"Estou confiante de que todos apoiariam isso", acrescentou.

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Em meados de maio, a Assembleia Legislativa da República Chechena redigiu um projeto de lei no Parlamento federal que permite que Putin e todos os futuros presidentes russos permaneçam no poder por três mandatos consecutivos, em vez dos dois atuais. Ao apresentar a moção, o presidente da assembleia, Magomed Daudov, enfatizou que não diminuiu as bases democráticas do Estado russo, mas permitiu que os cidadãos determinassem melhor seu futuro.

O secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, comentou sobre a iniciativa dizendo que o presidente não tinha o assunto em sua agenda e acrescentou que o líder repetidamente expressou uma posição negativa sobre as mudanças na Constituição.

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