Analista explica por que Ocidente quer saída de Putin do poder

© AP Photo / Mikhail KlimentyevO presidente russo, Vladimir Putin, chefiando a reunião do Conselho de Segurança da Rússia na residência de Novo-Ogaryovo, arredores de Moscou
O presidente russo, Vladimir Putin, chefiando a reunião do Conselho de Segurança da Rússia na residência de Novo-Ogaryovo, arredores de Moscou - Sputnik Brasil
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Diversos países ocidentais, inclusive os Estados Unidos, tentaram impedir a presidência de Vladimir Putin na Rússia, segundo um projeto de relatório da Comissão de Defesa da Soberania do Estado do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo).

A partir de 2011 foram realizadas tentativas para "desacreditar a imagem de Putin e sua política interna e externa, tanto na Rússia como em todo o mundo, e dividir ao máximo o círculo próximo do presidente, incluindo seus amigos de longa data e colegas". Além disso, foram promovidas medidas visando o isolamento do líder russo, não somente no cenário mundial, mas também dentro da Federação da Rússia.

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O chefe da Comissão, Andrey Klimov, destacou o exagero nos meios de comunicação de diversos escândalos e problemas, inclusive falsos, com a finalidade de provocar as autoridades russas a uma reação equivocada – "forçá-las a cometer erros graves". Tratava-se de escândalos que eram exagerados por meios econômicos, militares e diplomáticos.

O especialista em ciências políticas Mikhail Smolin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou o relatório da Comissão.

"Os políticos ocidentais compreendem que quanto mais tempo Putin ficar no poder, menos controle o Ocidente terá sobre a Rússia", comentou.

Segundo ele, há muitos movimentos de oposição que estão sendo financiados na Rússia, mas sem conseguir causar danos reais para a política interna do país.

"O resultado das eleições é uma realidade política que não pode ser subornada ou alterada. E o Ocidente não pode fazer nada em relação a isso", afirma Smolin.

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