Por que Washington não reduzirá tropas na Coreia do Sul?

© AFP 2022 / YONHAPMarinha norte-americana durante exercícios conjuntos dos EUA e Coreia do Sul em Pohang
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Recentemente, foi comunicado que depois da reunião entre os líderes coreanos, o presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou ao Pentágono estudar a possível redução das tropas dos EUA na Coreia do Sul.

A Sputnik Internacional falou com Dr. Zhiguang Yin, professor nos Estudos Chineses na Universidade de Exeter, para saber qual a probabilidade de esta medida ser implementada.

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Em particular, o especialista tem dúvidas em relação à genuinidade desta iniciativa de Trump. "Parece que o governo coreano rapidamente respondeu a essa declaração de Trump, dizendo que não há confirmação de que de fato haverá uma redução das tropas", sustentou.

Para ele, toda a informação agora sai de uma só fonte, parece que Donald Trump fez um movimento típico dizendo algo provocador, mas afinal de contas vai pedir algo em troca.

Falando sobre uma possível redução das tropas estadunidenses na Coreia do Sul, Zhiguang Yin ressaltou que o número de militares norte-americanos no país aumentou em 2014, e mais um batalhão de rangers teria sido enviado ao Sul.

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Ele notou que se julgar pelas declarações de Trump, não é claro em que número será reduzido o contingente, ou se será substituído por quaisquer outras formas de sanções militares, ou se tudo isso é somente parte da estratégia de negociações do presidente norte-americano.

Segundo disse Zhiguang Yin à Sputnik Internacional, a desmilitarização da península coreana será o objetivo final de toda a Ásia Oriental. "Em última análise todos na Ásia Oriental ficarão felizes por ver a retirada das tropas dos EUA", opina, acrescentando que, de qualquer maneira, a saída do contingente estadunidense da Coreia do Sul, e, no futuro do Japão, vai alterar muito o balanço de poder na região, qualquer que seja a forma de proteção militar dos aliados após a retirada.

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