Damasco: não recebemos informações oficiais sobre retirada das tropas dos EUA da Síria

© REUTERS / Rodi SaidAs forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017.
As forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017. - Sputnik Brasil
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Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA abandonarão a Síria "muito em breve" para que outros países "tomem conta [da situação no país]", contudo, o Departamento de Defesa dos EUA ainda não confirmou os planos de retirada.

O representante permanente da Síria na ONU, Bashar Jaafari, ao comentar as declarações do presidente dos EUA sobre a retirada das tropas norte-americanas do país, afirmou que Damasco ainda não recebeu nenhuma informação oficial sobre o assunto.

"Ainda não recebemos nenhuma informação oficial", afirmou Jaafari em entrevista a jornalistas durante conversas nos corredores da Conferência Ministerial do Movimento Não Alinhado que está decorrendo na capital do Azerbaijão, Baku.

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Os EUA e uma coalizão de países aliados vêm realizando operações militares na Síria e no Iraque contra os combatentes do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). Os ataques da coalizão no Iraque são realizados em cooperação com as autoridades iraquianas, enquanto os [ataques] na Síria não foram autorizados pelo governo do presidente Bashar Assad. Dados não oficiais apontam que, no momento atual, na Síria estão combatendo até 2 mil oficiais norte-americanos.

Na semana passada, o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou inesperadamente que as tropas norte-americanas abandonarão a Síria em breve, contudo, suas declarações não foram confirmadas por sua administração. Na terça-feira (3), o presidente reafirmou sua postura, ao acrescentar que vai falar sobre essa decisão com aliados e com países da região.

Enquanto isso, o representante do Pentágono, tenente-general Kenneth McKenzie, assegurou que "nada mudou" na política dos EUA sobre a Síria e que não há período definido para saída dos militares estadunidenses do país.

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