Ex-estrategista sênior de Trump diz que Rússia é 'aliada natural dos EUA'

© AP Photo / Evan VucciEx-estrategista sênior de Donald Trump, Steve Bannon (foto de arquivo)
Ex-estrategista sênior de Donald Trump, Steve Bannon (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Anteriormente um assessor estratégico de nível superior da Casa Branca, Steve Bannon, demitido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu em entrevista ao jornal italiano La Stampa que a Rússia é um aliado natural para a América ao contrário do que considera os adversários de Washington: China, Irã e Turquia.

Bannon, de 64 anos, disse que está familiarizado com os russos porque lutou contra eles durante a primeira Guerra Fria, enquanto servia como um oficial na Marinha dos EUA, lotado no USS Paul F. Foster. Diretor do site direitista BreitBart, Bannon também foi assistente de um almirante de quatro estrelas no Pentágono na década de 1980, trabalhando em questões de desnuclearização.

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O ex-assessor afirmou Rússia não é uma ameaça para o mundo ocidental porque é um "aliado natural". Os verdadeiros rivais de Washington, declarou, estão "em Pequim, Teerã e Ankara".

Bannon declarou que a iniciativa One Belt One Road (Um Cinturão, uma Rota) — considerada a Nova Rota da Seda da China — é realmente uma artimanha para unir "três países que se desenvolveram a partir de antigas civilizações beligerantes e são estranhos à cultura judaico-cristã".

Ele também afirmou que "a Rússia é um país anti-islâmico branco, pertence ao nosso mundo europeu-americano que tem que se proteger das rivalidades reais — China, Irã e Turquia".

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O assessor viajou a Roma antes das eleições parlamentares em 4 de março para expressar seu apoio a um dos candidatos, Matteo Salvini, um vocal apoiador do então candidato Trump em 2016. O Movimento Populista Cinco Estrelas conquistou mais de 32% dos votos, enquanto cerca de 17,7% dos eleitores preferiram o partido Lega de Salvini, sinalizando um aumento significativo na base de apoio desse partido.

Bannon, conhecida por suas opiniões muitas vezes incendiárias, esclareceu seu apoio à política anti-UE de Salvini.

"O [Líder do Movimento Cinco Estrelas Luigi] Di Maio olha para a esquerda, ele quer ser como Obama e Macron e procura o acordo com os democratas, enquanto [líder do Lega, Matteo] Salvini está mais perto do povo e ele acha de lutar contra o livre comércio e migração, afirmou Bannon.

Os recentes resultados eleitorais da Itália mostram uma "rebelião dos privados" e fazem da Itália "o coração da revolução", segundo Bannon, que foi acusado de ser um nacionalista branco.

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Nos EUA, o estrategista político falido continua sob investigação por envolvimento em suposta colusão entre a Rússia e a campanha Trump de 2016. Antes de ser forçado a sair da Casa Branca em agosto de 2017, Bannon era uma figura chave na campanha bem sucedida da campanha de Trump e foi por um tempo considerado o principal estrategista político de Trump.

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