'Só ameaças': especialista avalia chances de novo ataque militar dos EUA contra Síria

© AFP 2022 / DELIL SOULEIMANComboio de veículos armados dos EUA nos arredores ocidentais da cidade síria de Manbij
Comboio de veículos armados dos EUA nos arredores ocidentais da cidade síria de Manbij - Sputnik Brasil
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A mídia dos EUA informa sobre os planos da administração de "punir" o governo sírio por alegados ataques químicos, mas o Pentágono não comenta essa informação. O especialista Vladimir Fitin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, chamou isso de pressão psicológica sobre Damasco e Moscou.

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O Departamento de Defesa dos EUA se recusou a comentar a informação sobre a discussão de planos de um novo ataque militar contra a Síria devido ao alegado uso de armas químicas pelas autoridades do país árabe.

Antes, o diário Washington Post havia comunicado que a administração do presidente norte-americano está estudando as variantes de novas medidas militares contra o governo sírio. Segundo a edição, na semana passada o presidente discutiu as possíveis ações com o chefe de gabinete John Kelly, o assessor do presidente para a Segurança Nacional, Herbert McMaster, e o secretário da Defesa, James Mattis. Segundo as informações do jornal, Donald Trump analisou as variantes de "punição do governo de Assad após comunicações sobre alegados ataques com uso de cloro.

De acordo com uma fonte, Trump não aprovou as ações militares.

Antes foi informado que a Comissão Internacional Independente de Investigação dos Crimes na Síria está verificando as informações sobre o possível uso de cloro de combate em Ghouta Oriental e Idlib.

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O especialista do Instituto Russo dos Estudos Estratégicos, Vladimir Fitin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, sublinhou que as acusações do uso de armas químicas em relação a Damasco são absurdas.

"É, infelizmente, a continuação da mesma política que tem sido levada a cabo pelos EUA nos últimos tempos. Eles tentam fazer tudo para mudar o regime em Damasco, desintegrar a Síria para que o regime, caso continue a existir de qualquer forma, não consiga controlar todo o território do país. Por isso se fazem todos os possíveis para preservar os enclaves terroristas que ainda existem na Síria, em primeiro lugar, Ghouta Oriental."

Ele adicionou que os EUA farão novas provocações, insinuações, continuarão as tentativas de acusar o governo de usar armas químicas, o que é um absurdo desde o início.

"As palavras da administração norte-americana sobre possíveis ações são meras ameaças dos EUA para pressionar psicologicamente a Síria e Rússia, que apoia o governo oficial, para tentar retardar a liquidação dos focos jihadistas no território do país", concluiu Fitin.

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