Para que Tóquio precisa de mais sistemas de defesa antimíssil estadunidenses?

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O sistema de defesa antimíssil de baseamento terrestre visa defender a segurança do Japão e dos seus cidadãos, será manejado pelo próprio país e não representa uma ameaça para a Rússia e para os países vizinhos, afirmou a chancelaria japonesa à Sputnik.

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"Antes de tudo, vale ressaltar nos abstemos de comentar as declarações divulgadas pela mídia. No que se trata da instalação dos sistemas de defesa antimíssil Aegis Ashore no Japão, a defesa antimíssil do nosso país é exclusivamente defensiva e destinada a defender as vidas e bens dos nossos cidadãos, é o nosso país que a gerencia e ela não representa qualquer ameaça para a Rússia ou outros países situados perto do Japão. Isso foi sublinhado pela parte japonesa durante a visita em novembro do chanceler japonês, Taro Kono, a Moscou durante suas reuniões com o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov", assegurou o representante oficial do Ministério do Exterior do Japão.

Ao mesmo tempo, a entidade frisa que o Japão "continua disposto a travar de forma persistente as negociações para determinar a soberania das quatro ilhas", como são denominadas no Japão as ilhas Curilas do Sul, e "celebrar um tratado de paz com a Rússia".

Na quinta-feira (28), a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que a decisão japonesa de instalar os sistemas americanos afetará de modo negativo as negociações de paz entre Moscou e Tóquio.

Ela apelou ainda a levar em conta que "os referidos sistemas" são equipados com lançadores universais que também podem usar armamentos ofensivos". Zakharova sublinhou que isto significaria uma violação de fato do tratado sobre a liquidação de mísseis de alcance médio e curto pelos estadunidenses com a colaboração dos japoneses.

Em 19 de dezembro, o governo japonês aprovou a lei que possibilita a instalação de dois sistemas Aegis Ashore no território do país. Planeja-se que seu alcance cubra todo o território do país. Cada instalação vai custar ao Japão cerca de 100 bilhões de ienes (quase 3 bilhões de reais). Tóquio espera que a instalação seja terminada até o ano de 2023.

Hoje em dia, a defesa antimíssil japonesa consiste de navios com o sistema Aegis, equipados com mísseis SM-3, bem como instalações Patriot-3 para eliminação de mísseis a altitudes entre 15 e 20 km.

O sistema Aegis instalado nos destróiers é capaz de atingir um míssil balístico à altura de 500 km, sendo que o sistema terrestre desfruta da mesma capacidade.

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