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Opinião: Guerra no Iêmen pode levar a Arábia Saudita ao mesmo destino dos EUA no Vietnã

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Manipulados com armas de alta tecnologia dos EUA, os ataques em curso da Arábia Saudita contra o Iêmen não estão produzindo os resultados que Riade imaginou, uma vez que uma resistência armada dos houthis se recusa a se submeter e aumenta a discordância global pelo que a ONU está chamando de "pior crise humanitária do mundo".

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Enquanto o Iêmen, o país mais pobre do Oriente Médio, está sob um ataque militar de três anos em curso pela Arábia Saudita e seus aliados, a comunidade mundial observa alarmada o maciço surto de cólera maciço e a fome generalizada matarem milhares de crianças.

"O Iêmen transformou-se em um Vietnã para a Arábia Saudita", disse o principal assessor do governo iraniano Ali Akbar Velayati, citado pelo Financial Tribune.

A invasão liderada pelos sauditas acabará "assim como os americanos sofreram uma derrota no Vietnã, apesar de estarem totalmente equipados. [Eles foram] forçados a retirar-se do sudeste asiático humilhados", afirmou o ex-candidato presidencial iraniano.

A execução do ex-presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh revelou, no entanto, que lutadores iemenitas não negociarão com a monarquia saudita e não aceitarão nada menos do que uma cessação completa das hostilidades e a retirada das forças de Riade da nação sitiada.

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Após a impressionante execução de Saleh, Riade esperava que a organização rebelde capitulara, mas a Arábia Saudita e seus estados-satélite parecem ter sido pegos de surpresa pela obstinada resistência Houthi. Os recursos sauditas da inteligência, apoiados pela rede de vigilância global dos EUA, foram incapazes de prever o crime.

Apesar da crise humanitária do Iêmen, a Arábia Saudita e seus aliados continuaram uma campanha de bombardeio punitiva na nação que, no entanto, não conseguiu parar a facção de resistência armada e intensificou o sofrimento civil e a condenação global, de acordo com o The New York Times.

A capital do Iêmen, Sanaa "é testemunha dos piores dias em termos de situação humanitária, psicológica, militar e política, e a ansiedade está pairando sobre todos", informou o jornalista iemenita Asem Alshamiri.

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Durante um recente discurso televisivo marcando mil dias desde o início da campanha de bombardeio saudita, o líder do movimento Ansarullah do Iêmen, Abdul Malik Al-Houthi, declarou que os iemenitas nunca se renderiam.

"Os inimigos não poderão tirar nossa liberdade e enfraquecer nossa força de vontade", afirmou o líder religioso, citado pela rede libanesa Al-Manar News.

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