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Bloqueio saudita a portos do Iêmen pode acabar com a comida do país em 100 dias

© AFP 2021 / StringerSaeeda Ahmed, de 18 anos de idade, a imagem dramática da fome no hospital da cidade portuária de Hodeidah, Iêmen. Segundo a UNICEF, no Iêmen três milhões de pessoas precisam de alimentos e meio milhão de crianças sofrem de desnutrição
Saeeda Ahmed, de 18 anos de idade, a imagem dramática da fome no hospital da cidade portuária de Hodeidah, Iêmen. Segundo a UNICEF, no Iêmen três milhões de pessoas precisam de alimentos e meio milhão de crianças sofrem de desnutrição - Sputnik Brasil
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O estoque de arroz e trigo do Iêmen se esgotará completamente em cerca de 100 dias se a coalizão saudita manter seu bloqueio aos portos e nos aeroportos do país, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, em comunicado na segunda-feira.

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Riade anunciou no dia 6 de novembro que fecharia temporariamente todos os portos do Iêmen em resposta ao lançamento de um míssil balístico apontado para a capital da Arábia Saudita pelos houthis. A maioria da população do país, porém, recebe alimentos, assistência médica e outros produtos justamente por meio destas vias.

"O Programa Mundial de Alimentos diz que faltam 111 dias até o atual estoque de arroz acabar e 97 dias até o atual estoque de trigo acabar", disse o porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Stephane Dujarric, em comunicado divulgado na segunda-feira. "Sem a importação de produtos críticos através do fim do bloqueio em todos os portos, incluindo Hudaydah e Saleef, a situação se deteriorará ainda mais".

Falando aos repórteres na segunda-feira, o embaixador da Arábia Saudita nas Nações Unidas, Abdallah Y. Al-Mouallimi, confirmou que as medidas estão sendo tomadas pela Coalizão para iniciar o processo de reabertura dos aeroportos e portos do Iêmen nas próximas 24 horas.

Ao impor o bloqueio, a coalizão teve como objetivo interromper as supostas entregas de armas iranianas aos houthis. Os sauditas acusam Teerã de ter fornecido o míssil interceptado.

Na quarta-feira passada, o chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, disse que o bloqueio pode resultar na maior crise de fome no mundo em muitas décadas, trazendo milhões de vítimas.

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