Investigação: 'Ninguém confirma a existência de programa estatal russo de doping'

© Sputnik / Valeriy Melnikov / Abrir o banco de imagensCentro Antidoping: colheita de amostras de sangue para análise (foto de arqvuio)
Centro Antidoping: colheita de amostras de sangue para análise (foto de arqvuio) - Sputnik Brasil
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De acordo com o relatório da Agência Mundial Antidoping (WADA) que sucedeu à investigação de sua Comissão Independente, liderada por Richard McLaren, sobre o alegado uso de doping por atletas russos, Moscou foi acusada de existência de um sistema estatal que disfarçava as violações do regulamento anti-doping.

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A Rússia negou repetitivamente estas acusações.

O Comitê de Investigações russo realizou sua própria investigação e comenta agora a situação. 

"O comitê desmente as afirmações do especialista independente da WADA quanto à substituição de amostras positivas de doping de atletas russos por amostras negativas, que alegadamente teria acontecido durante os Jogos Olímpicos no laboratório anti-doping em Sochi, bem como a existência na Rússia de um programa estatal de doping visando ganhar o máximo possível de medalhas", afirmou a representante oficial do Comitê de Investigações russo, Svetlana Petrenko.

Ela acrescentou: "Os investigadores questionaram mais de 700 atletas, treinadores, médicos da seleção da Rússia em partes diferentes do país, funcionários da Federação de Esporte nacional, do Centro de Treinamento Esportivo das Seleções Nacionais Russas, da Agência Anti-Doping russa (RUSADA) e do Centro Anti-Doping. Contudo, ninguém confirmou a existência de tal programa estatal de doping". 

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Além disso, o Comitê Olímpico russo (ROC) estudou cada caso particular mencionado no relatório de McLaren. Contudo, os resultados das investigações levadas a cabo pelas federações esportivas internacionais resultaram ou na recusa de abrir processos contra os atletas russos ou no arquivamento de processos devido à falta de evidências.

De acordo com o primeiro vice-presidente do ROC, Stanislav Pozdnyakov, foi estabelecido que nenhum de 1.000 atletas russos mencionados no relatório McLaren foi declarado culpado. Portanto, as informações do documento podem ser qualificadas como incompletas e pouco fiáveis.

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