Opinião: Estados Unidos têm boas razões para impor sanções contra China

© AFP 2022 / FRED DUFOURFumaça de uma usina na província chinesa de Hebei
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Os EUA não arriscam introduzir sanções contra a China, apesar de terem sérias razões para dar passo nessa direção, declarou o diretor do Conselho de Assuntos Internacionais russo, Ivan Timofeev, na quarta-feira (1).

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Segundo o especialista, discussões quanto à introdução de sanções contra Pequim há muito tempo vêm sendo realizadas em Washington. "Há muitos motivos para sancionar a China. Entre eles estão o descontentamento dos norte-americanos com a política da China no mar do Sul da China e escândalos cibernéticos como o do roubo de 20 milhões de dossiês sobre cidadãos norte-americanos, que foi atribuído a hackers chineses", afirmou Timofeev durante discurso na Conferência de negócio internacional "Rússia e China: Desafios e Perspectivas da Integração Internacional".

Contudo, ele acredita ser pouco provável que em Washington arrisquem aplicar tal medida, apesar das numerosas razões significantes.

"Em primeiro lugar, a economia chinesa é muito mais forte e diversificada. A resposta da China seria sentida nos EUA", nota o especialista.

Outro fator muito importante é, de acordo com ele, impossibilidade de criar uma "coalizão internacional" com países que concordem com a introdução de sanções contra a China.

"Em relação à Rússia, conseguiram reunir uma coalizão deste tipo, ainda que estes países imponham sanções de modo diferente. A coalizão anti-China colapsaria antes mesmo de ser criada, justamente porque a China é uma parceira importante para muitos países", opinou ele.

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Timofeev frisou que será muito difícil receber a aprovação do Congresso em relação às sanções contra a China, acrescentando que o gigante asiático, além de analisar a experiência vivida pela Rússia em meio às sanções, vem se preparando para possível política de restrições no futuro.

"Acredito que seria racional se a Rússia e a China desenvolvessem ainda mais suas relações de parceria na esfera financeira, ambas abertas à globalização. Mas é necessário levar em consideração que as ferramentas financeiras devem ser usadas apenas para fins políticos."

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