'Novo Hitler': líderes do Irã e Venezuela revidam intervenção de Trump na Assembleia Geral

© REUTERS / Eduardo Munoz Discurso de Donald Trump na 72a Assembleia Geral da ONU em Nova York em 19 de setembro de 2017
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O presidente norte-americano Donald Trump, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, classificou o Irã e a Venezuela como países "vilões" e "ditadores". Pouco tempo foi necessário para ouvir a resposta agressiva do ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, e do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Nicolás Maduro se referiu às recentes declarações de Donald Trump como "sem vergonha", "ignorantes" e "agressivas".

O diplomara iraniano acusou Washington de apoiar "regimes tiranos" na região e "país sionista criminoso" depois de Trump, em seu discurso de 40 minutos na ONU, ter chamado o país de "Estado vilão empobrecido e líder em exportar violência, derramamento de sangue e caos que mata muçulmanos inocentes e ataca os seus vizinhos árabes e israelenses pacíficos".

Donald Trump disse também que o acordo nuclear com o Irã é uma "vergonha" para os Estados Unidos. Como se sabe, o acordo levantou muitas sanções econômicas em troca da promessa do Irã de interromper seu programa nuclear.

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Já o presidente venezuelano revidou as palavras de Donald Trump, referindo-se ao discurso como "agressão do novo Hitler da política internacional […] contra as pessoas da Venezuela".
Donald Trump chegou a lançar ameaças à "ditadura socialista" do presidente Nicolás Maduro e apelou aos líderes de outros países para ajudar a restaurar "democracia e liberdade política" na Venezuela.

Ele também ameaçou aumentar as sanções econômicas, impostas pelos EUA ao país latino-americano, caso Nicolás Maduro continue com sua política de "imposição de regime autoritário".

Maduro salientou: "Ninguém amedronta a Venezuela e ninguém é dono dela!"

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Por sua vez, o presidente norte-americano jurou "destruir totalmente a Coreia do Norte", caso os Estados Unidos sejam forçados a se defender ou a defender seus aliados contra os ataques do Pyongyang. "O homem-míssil está em missão suicida tanto para se próprio quanto para seu regime", declarou Trump se referindo ao líder norte-coreano Kim Jong-un.

"Os Estados Unidos estão prontos, querem e podem, mas espera-se que não seja necessário fazê-lo. Trata-se das Nações Unidas, trata-se dos objetivos das Nações Unidas. Vamos ver o que eles farão."

Líderes mundiais, com exceção do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que estava cheio de graça, concordaram com a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Margot Wallstrom, quem descreveu a intervenção de Donald Trump como "o discurso errado, na hora errada e para o público errado".

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