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Óbice comercial: por que o Brasil não consegue aumentar exportação de carne para a Rússia?

© Sputnik / Elizabeth Azarova / Abrir o banco de imagensProdutos de Carne
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A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) pede ao governo uma aproximação maior com a Rússia para que o país aumente as importações de carne do Brasil. Existem de ambas as partes restrições para a ampliação do negócio. Quais os obstáculos ao aumento da exportação de carne bovina para a Rússia? Ainda há barreiras sanitárias a ser vencidas?

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Sobre essas questões, a Sputnik Brasil conversou com Péricles Salazar, presidente-executivo da Abrafrigo, que falou sobre os debates realizados na World Food Moscow, feira voltada para a promoção de produtos alimentícios, que ocorreu na última semana na capital russa. 

De acordo com Salazar, o que atrapalha hoje o aumento da presença da carne brasileira na Rússia tem a ver com a dificuldade do Brasil de oferecer contrapartidas realmente interessantes para Moscou. 

"Existem óbices de ambos os lados. Por exemplo, a Rússia quer exportar trigo para o Brasil. E nós não estamos comprando trigo da Rússia. A Rússia quer exportar a picanha russa para o Brasil. E nós não estamos conseguindo viabilizar essas aquisições. Essas tratativas continuam sendo discutidas dentro do nosso Ministério da Agricultura. Assim, fica difícil que a Rússia amplie o número de empresas brasileiras da área de proteínas animais para vender para a Rússia", afirmou. "O comércio mundial é uma via de mão dupla. Você exporta e importa. Se o nosso país impõe óbices à importação de alguns produtos russos, como principalmente o trigo, os russos também tendem a segurar novas habilitações". 

Segundo Salazar, do ponto de vista sanitário, não há problemas no comércio de produtos alimentares entre os dois países. Ele destaca que o grande problema é mesmo a falta de reciprocidade, questão que já foi comunicada ao Ministério da Agricultura.

"Os governos devem conversar entre si e possibilitar essas aberturas. Eliminar as restrições que estão vigentes", explicou. 

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