Moscou: Península da Coreia está à beira de uma guerra que provocará um colapso mundial

© Sputnik / Maksim Blinov / Abrir o banco de imagensRepresentante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, durante a entrevista coletiva semanal, Moscou, Rússia, 18 de fevereiro de 2016
Representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, durante a entrevista coletiva semanal, Moscou, Rússia, 18 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Nos últimos dias, tanto Washington, quanto Pyongyang têm protagonizado uma troca de ameaças que agravam a situação em torno da Península da Coreia.

Os EUA e a Coreia do Norte estão cada vez mais próximos de um conflito armado devido à continuada retórica beligerante e prestam pouca atenção às possíveis consequências desse confronto, disse a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em entrevista à emissora Baltkom.

"Nós [a Rússia], já tínhamos dito que a situação atingiu os limites. Mas, apesar de tudo, continuamos ouvindo a mesma retórica tanto por parte de Pyongyang, quanto de Washington", afirmou Zakharova. Segundo a representante, os EUA possuem todas as ferramentas para resolver as crises internacionais por meios diplomáticos, "mas tudo isso foi esquecido", pondo em pisco a vida de milhares de civis caso o conflito armado aconteça.

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De acordo com Zakharova, uma guerra não afetaria apenas os países implicados, mas levaria também a "um colapso de escala mundial". "É como se ambas as partes se esquecessem dos riscos graves que uma guerra nuclear ou ataques contra alvos nucleares provocariam. A catástrofe se agravaria pelo fato de que a Península da Coreia é cercada por um oceano, o que tornaria mais difícil conter qualquer possível fuga de material radioativo. Assim, a ameaça vai além das fronteiras regionais", assegurou a representante do ministério russo.

A chave para sair da crise

Ela ressaltou também que, nos últimos anos, o direito internacional tem sido algo que "preocupa tanto" Washington, mas "paradoxalmente" também é algo que é violado constantemente, "desencadeando uma guerra de sanções" contra outros países.

"A Rússia e China apresentaram um plano para superar esta crise por meio de uma dupla suspensão: os EUA e a Coreia do Sul suspenderiam suas manobras militares, que são uma provocação, e por sua vez, a Coreia do Norte suspenderia seus testes (de mísseis) que foram condenados pela ONU", concluiu Zakharova.

A guerra de ameaças entre Washington e Pyongyang tem se intensificado desde a semana passada, quando o presidente estadunidense, Donald Trump, assegurou que, caso a Coreia do Norte prossiga com suas ameaças, a resposta dos EUA seria "fogo e fúria como o mundo nunca viu". Perante este ultimato, Pyongyang respondeu que está elaborando um plano para atacar com mísseis a ilha estadunidense de Guam, situada no oceano Pacífico.

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