Piloto que derrubou caça sírio Su-22 conta toda a história em detalhe

© Sputnik / Ilia Pitalev / Abrir o banco de imagensAvião Su-22 na base da Força Aérea síria na província de Homs, Síria, 21 de fevereiro de 2016
Avião Su-22 na base da Força Aérea síria na província de Homs, Síria, 21 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Um dos caças F/A-18E Super Hornet, pertencente à 87ª esquadrilha da Marinha dos EUA, está agora decorado com uma bandeira síria na sua fuselagem. Isto faz referência ao incidente ocorrido em 18 de junho, quando o piloto Michael Tremel derrubou no espaço aéreo sírio um Su-22 pertencente à Força Aérea deste país.

Este foi o primeiro avião abatido por um piloto norte-americano desde a campanha das forças da OTAN em Kosovo, no ano de 1999. O tenente Tremel compartilhou com as mídias como realizou o ataque.

"Todo o incidente durou uns oito minutos. Eu não entrei em contato direto com a aeronave síria, mas ele [o piloto sírio] recebeu várias advertências dos aviões de alerta precoce e controle. Por isso sim, lançamos mísseis e estes, sim, atingiram o alvo no ar", afirmou Tremel, citado pelo portal Save the Royal Navy.

O piloto explicou que tomou tal decisão pelo fato do Su-22 sírio ter lançado bombas perto das posições das Forças Democráticas Sírias, um grupo de forças de oposição apoiado por Washington.

"Eu não pude ver o piloto [sírio], mas o meu copiloto observou seus paraquedas", agregou.

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A partir de agora, piloto americano 'pensará duas vezes antes de atacar alguém na Síria'
Respondendo à pergunta sobre o número de projéteis necessários para derrubar o caça sírio, Tremel admitiu que foram suficientes dois mísseis. O AIM-9X Sidewinder, míssil ar-ar de curto alcance guiado por raios infravermelhos, se extraviou, aparentemente atraído pelo sinalizador que o piloto do Su-22 utilizou como contramedida. Por isso foi necessário um segundo projétil, desta vez um míssil de médio alcance AIM-120 Slammer.

O Su-22 era a versão para exportação do caça-bombardeiro soviético Su-17, desenvolvido na década de 60. Estas aeronaves estiveram em serviço da URSS até à década de 90, embora ainda possam ser encontradas operando em vários países.

O piloto explica que o AIM-9X é a versão mais moderna de toda a família de mísseis americanos e que não esperava que fosse "enganado" por um avião da época soviética como o Su-22.

Os jornalistas não se contiveram de fazer uma pergunta sobre os encontros no ar com as aeronaves da Força Aeroespacial russa, ao que Tremel respondeu de forma breve e clara:

"Eles sempre se comportam com grande profissionalismo."

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