Congressista: EUA devem parar de tentar controlar todo o mundo

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Os EUA devem renunciar a suas tentativas de controlar todo o mundo, já que tem "problemas suficientes em casa", declarou à Sputnik John Duncan, membro da Câmara dos Representantes pelo estado de Tennessee, um dos três congressistas que votaram contra o projeto de lei sobre sanções contra a Rússia, Irã e a Coreia do Norte.

"Em geral, eu acho que devemos parar de tentar governar em todo o mundo, temos uma dívida de 20 bilhões de dólares, e temos problemas suficientes em casa", disse o legislador.

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Duncan lembrou que votou duas vezes pela aplicação de sanções severas contra a Coreia do Norte, embora a maioria das sanções não afete os governantes, mas sim a população pobre.

Não obstante, Duncan observou que o líder norte-coreano "louco" Kim Jong-unnprejudicou a sua população ao gastar "a maior parte do dinheiro do Estado em bombas, armas e outros equipamentos bélicos".

"Na véspera, eu votei contra o projeto de lei para endurecer as sanções existentes contra a Rússia e o Irã, já tinha votado a favor de implementar as sanções iniciais contra o Irã, mas não acreditava que fossem ampliadas, já que o Departamento de Estado confirmou em duas ocasiões, durante os últimos meses, o cumprimento, por parte do Irã do acordos sobre o programa nuclear", explicou ele.

De acordo com Duncan, os EUA não devem "dar uma bofetada" para o Irã enquanto ele "faz o que nós queríamos que fizesse".

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"O recrudescimento das sanções contra a Rússia se justificava pela a suposta ingerência de Moscou em nossas eleições presidenciais; mas se eles fizeram isso, foi absolutamente ineficaz, e a Rússia nos apoiou recentemente na luta contra o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia e outros países] e na proclamação do cessar-fogo na Síria", disse o interlocutor da agência.

Em 25 de julho, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou, por 419 votos a favor e três contra um projeto de lei que amplia as sanções contra a Rússia, o Irã e a Coreia do Norte.

A lei, que ainda deve ser aprovada pelo Senado e assinada pelo presidente, inclui novas sanções contra altos funcionários russos pela suposta interferência de Moscou nas eleições americanas de 2016.

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