O que há por trás da tentativa do Pentágono em construir novas bases no Iraque e na Síria?

© REUTERS / Rodi SaidUS forces are seen at the Kurdish People's Protection Units (YPG) headquarters after it was hit by Turkish airstrikes in Mount Karachok near Malikiya, Syria April 25, 2017.
US forces are seen at the Kurdish People's Protection Units (YPG) headquarters after it was hit by Turkish airstrikes in Mount Karachok near Malikiya, Syria April 25, 2017. - Sputnik Brasil
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Respondendo à pressão do Pentágono, a Casa Branca pediu ao Congresso que conceda permissão para a construção de bases militares "temporárias" no Iraque e na Síria. Pra quê?

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Em um sinal de que pretende aprofundar o compromisso do Pentágono em relação à guerra na região, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, convenceu o gabinete do presidente Donald Trump a pedir permissão do Congresso para expandir as operações militares no Iraque e na Síria, mesmo com o Daesh (autodenominado Estado Islâmico) sendo destruído e depois da retomada de Mossul.

As novas "instalações temporárias" aumentarão a probabilidade de uma guerra mais longa, mais dispendiosa e, em última análise, mais mortal em uma região que sofre a mais grave crise dos direitos humanos desde o final da Segunda Guerra Mundial.

A Casa Branca de Trump emitiu uma declaração na terça-feira sugerindo que os requisitos legais atualmente implementados impedem o Pentágono de se expandir ainda mais na Síria e do Iraque. Nos planos, porém, estão uma base de "reparação e renovação", incluindo "instalações temporárias intermediárias, pontos de abastecimento de munição e áreas de montagem com proteção de força adequada".

A declaração do gabinete será analisada pela Câmara dos Representantes dos EUA nesta quarta-feira (19).

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A expansão do Pentágono permitiria que os recursos militares dos EUA na área atingissem e atacassem os mais conhecidos fortalecimentos da Daesh na região, de acordo com o diretor de pesquisa do Instituto de Segurança Nacional e Contra-Terrorismo da Universidade de Syracuse, Corri Zoli em entrevista ao Al-Monitor.

"Parece-me que o que eles estão tentando fazer é conseguir um pouco mais de manobrabilidade para criar alguma infra-estrutura e aprofundar a luta além de Raqqa e Síria", disse Zoli. O pedido para expandir as operações militares dos EUA na área vem diretamente de James Mattis, o atual Secretário de Defesa dos EUA, que "está pensando alguns passos à frente. Ele quer ganhar a paz, estabilizar a região e pressionar militarmente o Irã", completa o especialista.

Batalha legislativa

Mas a chancela do Congresso não será facilmente obtida. No Capitólio, há quem acredite que a tática de Mattis pode sugar os EUA para o centro da complicada Guerra Civil na Síria.

"Os EUA estão derrubando aviões de guerra sírios, drones feitos pelo Irã e lançando ataques com mísseis de cruzeiro. Isso abre a torneira para que eles estabeleçam esses tipos de instalações e fortaleçam a presença militar dos EUA na Síria nessa guerra não-autorizada", de acordo com Kate Gould, um lobista que atua junto ao grupo dos Quakers, o Comitê de Legislação Nacional.

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