Confira história deste torcedor mexicano se quer conhecer os russos 'perigosos e frios'

© Sputnik / Vladimir Astapkovich / Abrir o banco de imagensTorcedores mexicanos durante a partida entre a Rússia e o México na Copa das Confederações 2017
Torcedores mexicanos durante a partida entre a Rússia e o México na Copa das Confederações 2017 - Sputnik Brasil
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Durante a Copa das Confederações, evento "teste" da próxima Copa do Mundo 2018, as cidades da Rússia se encheram com torcedores estrangeiros de várias partes do mundo. Um portal russo falou com o fã mexicano Vicente Ochoa que revelou suas emoções vibrantes da hospitalidade russa e desmentiu os mitos sobre os "malditos hooligans".

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O fã da equipe mexicana se destacou muito dos outros passageiros no trem da FIFA que seguia da cidade russa de Sochi a São Petersburgo. Usando um "sombrero", ele virou uma estrela nas redes sociais dos jornalistas e torcedores dos outros países e partilhou com o portal de esportes russo Championat sua experiência vivida na Rússia.

"Estou sempre lá, onde estiver a seleção mexicana. Eu não perco as grandes competições desde o ano de 2006", revela o torcedor. "Eu viajo pela América Central e do Sul, pela Europa, África. […] Mais, pela surpresa minha, foi só desta vez que os amigos se indignaram, dizendo: 'Você é louco ou quê, quer na verdade ir à Rússia?' Lá é perigoso, está frio e as pessoas duras nunca entenderão sua alegria", adiantou.

Vicente diz que os mexicanos, verdadeiramente, têm ouvido muita coisa ruim tanto sobre a URSS, como sobre a Rússia contemporânea.

"Na TV, vocês são retratados como fortes, mas frios, chateados, alguns têm uma atitude negativa para com o mundo. […] Mas eu fiquei pasmado. [Os russos] nos ajudavam, dançavam, cantavam, bebiam e torciam conosco, e agora fico mandando mensagens para os meus amigos que ainda duvidam, e lá digo o mesmo: ‘Você tem que estar na Rússia na Copa do Mundo de 2018", confessa.

O torcedor afirmou que as cidades russas, tais como Kazan e Sochi, o deixaram extremamente bem impressionado e acrescentou que teve apenas problemas mínimos durante sua estadia na Rússia.

"Em primeiro lugar, os voluntários e a polícia em particular experimentam dificuldades em falar inglês. […] Mas eu quero dizer que eles não nos ignoravam, tentavam encontrar uma solução, buscavam pessoas, ligavam para seus amigos e resolviam a questão", afirmou.

O torcedor confessou que há uma história que o continua deixando emocionado até hoje. Esta se deu na cidade de Kazan, quando a equipe mexicana derrotou a seleção russa, e, como revelou Vicente, os fãs mexicanos ficaram com medo de serem agredidos pelos "hooligans" russos indignados.

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"Foi sempre assim — seja no Brasil, seja na África do Sul. Mas os russos, pelo contrário, nos parabenizavam, tiravam fotografias conosco, apertavam as mãos, diziam: 'Bom trabalho, bom jogo.' Não dava para acreditar, eu fiquei tão impressionado. Já depois, em plena tribuna, uma família — a mãe, o filho de uns 8 aninhos e sua irmã mais velha, se aproximou de nós. O menino carregava a bandeira russa nos ombros, ele pegou minha mão, me puxou, tirou a bandeira e me pôs ao pescoço. A mãe traduziu: 'É um presente, para que você tenha uma lembrança boa da Rússia.' Eu não me contive, tirei minha bandeira mexicana e a coloquei nos ombros [do menino]. O moço me abraçou e desatou em lágrimas. Eu próprio estava à beira de chorar, até agora, quando conto esta história, estou com arrepios. Como tal povo pode ser mau?", expressou.

Terminando a conversa, Vicente assegurou que ficou apaixonado pela Rússia e vai certamente voltar no ano que vem para torcer pela sua seleção na Copa do Mundo de 2018.

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