EUA voltam a provocar China com venda de armas para Taiwan

© AP Photo / Alex BrandonEncontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 6 de abril de 2017
Encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 6 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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A aprovação da venda de armas pelos Estados Unidos a Taiwan, por US$ 1,4 bilhões nesta quinta-feira, voltou a causar irritação ao governo chinês e expôs o quão dúbia pode ser a política do presidente norte-americano Donald Trump.

A negociação, anunciada pela Departamento de Estado dos EUA, foi a primeira firmada pela administração Trump com Taipei, de acordo com reportagem do jornal britânico The Guardian.

O acordo prevê a venda de armamentos norte-americanos que incluiriam desde suporte técnico para radares, até mísseis antiaéreos, torpedos e outros sistemas.

Pequim não demorou a reagir ao negócio. O embaixador chinês nos EUA, Cui Tiankai, declarou que já apresentou as suas críticas ao governo norte-americano.

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Em declarações reproduzidas pela Agência Reuters, Tiankai disse que “todas essas ações – as sanções contra companhias chinesas e em especial a venda de armas para Taiwan – minam a confiançaa mútua entre os dois países e contradizem o espírito do encontro”, em referência à reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, em abril, no estado americano da Flórida.

As críticas não pararam aí. O porta-voz da Chancelaria chinesa, Lu Kang, disse que o país reclamou oficialmente junto à Casa Branca, afirmando ainda que tanto Pequim quanto Washington concordam que Taiwan é “parte integrante” da China.

Assim, a venda de armas dos EUA a Taipei representa uma “grave violação do direito internacional e dos princípios básicos das relações internacionais”, pedindo ainda que a Casa Branca evite influir “negativamente” na relação entre os dois países em outras áreas, de acordo com declarações citadas pela RIA Novosti.

A China considera Taiwan uma província rebelde e, desde 1979, os EUA reconhecem que Taiwan é parte do território chinês. A política bilateral entre Washington e Pequim se pauta por protocolos conhecidos como a política de uma só China.

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Foi o segundo momento de irritação de Pequim com o governo Trump. No início da semana, os chineses foram rebaixados em um ranking produzido pelo Departamento de Estado dos EUA, o qual trata do trabalho escravo no mundo.

Em tempos de fortes tensões na Ásia – notoriamente em razão do programa nuclear da Coreia do Norte e as disputas territoriais no mar da China –, a relação com os chineses é vista como primordial na política externa dos EUA.

Resta saber se haverá impactos significativos nas relações entre os dois países após os dois episódios desta semana.

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