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O 'novo' Duterte. O que pediu ele a Putin?

© Sputnik / Alexei Nikolskyi / Abrir o banco de imagensO presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo filipino, Rodrigo Duterte
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo filipino, Rodrigo Duterte - Sputnik Brasil
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Durante a visita do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, a Moscou nós vimos não um "cara arrogante", mas um cidadão do seu país que se preocupa de todo o coração com o que lá está acontecendo, e que percebe que nesta situação ele deve falar sobre tudo abertamente.

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Duterte tinha grandes planos e esperanças para esta visita a Moscou. Mas a visita mal se tinha iniciado foi logo concluída, porque numa das províncias do país dele estão em curso combates contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e muitos outros países). Lá as pessoas estão morrendo, e o presidente decidiu que deve estar com o seu povo. Por isso, o encontro ao mais alto nível, que estava planejado para quinta-feira, foi realizado com urgência na terça-feira à noite. Vladimir Putin chegou ao Kremlin vindo diretamente do aeroporto, onde tinha acabado de chegar da cidade russa de Krasnodar, e expressando a esperança que os poucos minutos que restavam até à partida do seu homólogo filipino bastariam para discutir a situação e as relações bilaterais.

Além disso, este encontro foi muito cuidadosamente preparado, foi elaborado um pacote de documentos. Este trabalho não terá sido em vão, a assinatura e todo o programa para os ministros, que continuam trabalhando juntos em Moscou, ficarão inalterados.

Apesar da situação grave e do fato que Rodrigo Duterte estava muito deprimido, ele estava muito preocupado com as relações bilaterais. Ele iniciou seu discurso com um agradecimento e pedindo desculpa pela sua pressa. Não se escondendo por trás de formulações abstratos, ele disse que chegou para receber apoio e ajuda. Sem rodeios, ele disse que quer comprar armas russas, necessárias para lutar contra os terroristas. E propôs a amizade.

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Podia parecer que esse homem, que fala sem pensar duas vezes, que pode xingar qualquer um e mandar para qualquer parte, não prestando atenção a estatutos, já não poderia nos surpreender. Mas durante o encontro com Putin não houve esse "cara arrogante", era um cidadão do seu país que se preocupa de todo o coração com o que lá está acontecendo e percebe que nesta situação ele deve pedir ajuda.

Os encontros ao mais alto nível são sempre importantes e proveitosos, mesmo que nada aconteça além de um aperto de mão protocolar. Mas o fato de um homem tão franco e sincero, tendo que cancelar a visita devido a uma emergência, mas espera até ao último momento pela chegada de Putin, isto diz muito.

Maria Balyabina para o serviço russo da Rádio Sputnik. A opinião da autora pode não corresponder à editorial.

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