Gambito coreano: EUA usam China para atacar Pyongyang

© AP Photo / Alex BrandonEncontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 6 de abril de 2017
Encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 6 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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Os EUA renunciaram à ideia de um ataque preventivo à Coreia do Norte apostando na pressão econômica e política contra o regime norte-coreano.

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Esta estratégia, apresentada em 26 de abril durante uma reunião à porta fechada sobre a Coreia do Norte, corresponde perfeitamente, segundo fontes diplomáticas russas, àquilo que anunciou o secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson aos seus colegas russos durante sua última visita a Moscou, comunica o Izvestia.

A bola agora está no campo da China, que é chamada a desempenhar um papel central introduzindo sanções econômicas contra Pyongyang. Além disso, Pequim já tinha exercido tal pressão no passado. Moscou também poderia influenciar a situação, declarou Tillerson no final da sua visita à Rússia.

​Na quarta-feira, a Casa Branca tinha realizado uma reunião extraordinária: Rex Tillerson, o chefe do Pentágono James Mattis, o diretor do serviço nacional de informações Dan Coats e o chefe do Estado-Maior do exército dos EUA Joseph Dunford convidaram uma centena de senadores a participarem de uma reunião à porta fechada sobre a Coreia do Norte.

O ataque preventivo dos EUA a Pyongyang nem foi discutido: a administração de Donald Trump acordou em "endurecer as sanções econômicas" e "introduzir medidas diplomáticas" junto com os seus parceiros regionais para "pressionar a Coreia do Norte".

​Isso corresponde à lógica daquilo que Tillerson tinha falado em Moscou: segundo as fontes diplomáticas russas, durante a sua última visita à Rússia, o secretário de Estado dos EUA declarou que Washington não vai realizar um ataque preventivo contra a Coreia do Norte, mas, entretanto, não vai tolerar as provocações de Pyongyang.

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Tendo em conta os acontecimentos recentes, o plano dos norte-americanos deu seus frutos. Primeiro, Pyongyang não realizou um novo teste nuclear. Segundo, a China (que controla mais de 90% do comércio exterior da Coreia do Norte) decidiu pressionar a Coreia do Norte com sanções econômicas, incluindo o embargo energético.

Mas o ligeiro desanuviamento na península coreana não significa a resolução do problema do programa nuclear da Coreia do Norte.

O ministro russo das Relações Exteriores considera que para resolver a questão “devemos continuar pressionando Pyongyang e reduzindo a atividade militar dos EUA e seus aliados na região”.

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