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'A Crimeia está se desenvolvendo e isso é visualmente perceptível'

© Sputnik / Konstantin Mikhalchevsky / Abrir o banco de imagensA procuradora da república da Crimeia, Natalia Poklonskaya
A procuradora da república da Crimeia, Natalia Poklonskaya - Sputnik Brasil
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Hoje, a Crimeia está festejando o 3º aniversário do referendo de março que lançou os alicerces de uma nova página na crônica da península, mas desta vez ao lado da sua Pátria histórica, a Rússia.

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Em uma entrevista exclusiva à Sputnik, Natalia Poklonskaya, ex-procuradora-geral da Crimeia e atual deputada da Duma de Estado da Rússia, um dos símbolos da "primavera crimeana", falou sobre quão preparada está península para enfrentar as sanções impostas, fazendo com que Kiev não se acostume ao status russo da Crimeia, bem como sobre a possibilidade de ir à Ucrânia.

A ex-procuradora-geral também apresentou sua avaliação quanto aos políticos ocidentais que batizaram a reunificação entre Rússia e Crimeia como "anexação" e sugeriu aos políticos ucranianos desenvolver um diálogo embasado no respeito da escolha dos crimeanos.

Ao discutir os motivos que levaram à organização do referendo, Poklonskaya afirmou:

"Toda a culpa é da imprudência e arbitrariedade que reinava em Kiev. Ao se tornar testemunhos de um golpe de Estado e de uma tomada armada do poder, os crimeanos não se deram por vencidos, mas se levantaram juntos em prol da sua terra. Todos se deram conta de que os nacionalistas ucranianos iriam querer manchar nossa Pátria com lemas fascistas e sua ideologia. Não tínhamos o direito de aceitar que tal cenário se tornasse realidade."

Além disso, Poklonskaya adiantou que se o referendo fosse convocado hoje em dia, o número de votos a favor seria cerca de 100%, já que os residentes "sentiram um zelo inédito por parte do Estado e todos, finalmente, começaram a se sentir em casa".

Falando mais particularmente das mudanças que ocorreram nestes últimos três anos, a deputada assinalou, em primeiro lugar, um aspecto espirituoso e moral, dizendo que, com esta escolha, os residentes da Crimeia "reiteraram sua fidelidade a seus heróis".

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"A Crimeia está se desenvolvendo e isso é visualmente perceptível: há novos vinhedos, jardins de frutas são semeados, ou seja, tudo o que morreu na época ucraniana, as estradas são reconstruídas. Estão realizadas grandes construções — a ponte da Crimeia, o aeroporto. Já há progresso", especificou.

Quanto às sanções do Ocidente, Poklonskaya as avalia como fatores positivos, afirmando que elas "não permitem aos funcionários do Estado que relaxem e os incentivam a atingir o objetivo principal — Crimeia próspera e capaz de concorrer".

Em resposta às recentes propostas de alugar a Crimeia ou conduzir outro referendo no seu território, Poklonskaya realçou:

"Para tais políticos, eu gostaria de aconselhar que mudem de profissão o mais rápido possível. Que estes empresários aluguem suas próprias terras, mas não as dos outros. A Crimeia é a Rússia, e outros países, inclusive a Ucrânia, já não têm nada a ver conosco."

Ao falar da "anexação", o Ocidente está demonstrando seu analfabetismo, afirmou a política, já que a península "voltou para a Rússia sem sangue e em conformidade com a lei". "Sem revolução, sem guerras e derramamento de sangue, os crimeanos realizaram seu direito à autodeterminação. Direito estabelecido pela Carta da ONU", adiantou.

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No que se trata das futuras relações entre Crimeia e Ucrânia e a possível restauração dos laços econômicos, só é possível falar sobre a construção de novos laços com "pessoas ajuizadas e capazes de aceitar a escolha da Crimeia" no poder, sendo que "todos os envolvidos no golpe de Estado ucraniano devem ser julgados" pelos métodos que usaram para chegar ao poder.

Quando perguntada se aceita a hipótese de viajar à Ucrânia, Poklonskaya disse:

"Claro que sim. Estou convencida de que vai chegar a hora quando a Ucrânia vai encontrar estabilidade e o poder será exercido pelas pessoas que priorizam o bem-estar do seu país e do povo ucraniano."

"Gostaria que a Ucrânia voltasse a ser um país próspero e benevolente, país no qual as pessoas não têm medo por sua segurança e pela vida dos seus próximos", partilhou.

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