Quais são as condições de adesão da Ucrânia à OTAN?

© REUTERS / Kacper PempelPresidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, durante a cúpula da OTAN em Varsóvia
Presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, durante a cúpula da OTAN em Varsóvia - Sputnik Brasil
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A questão da adesão da Ucrânia à Aliança Atlântica poderá ser levantada só após as Forças Armadas do país serem reformadas para corresponderem aos requisitos da OTAN, declarou na terça-feira (14) o representante da aliança na Ucrânia, Aleksandr Vinnikov.

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Mais cedo, o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko afirmou que tenciona realizar um referendo sobre a adesão do país à OTAN. Segundo disse ele, há quatro anos, 16 por cento da população eram a favor da integração, agora são 54 por cento. Entretanto, segundo um inquérito realizado pelo Instituto norte-americano de opinião pública Gallup, 35 por cento dos respondentes ucranianos consideram a aliança militar uma ameaça, 29 por cento a consideram como fator de proteção e 26 por cento não partilham nenhuma das opiniões.

"Sabemos qual é a posição do presidente ucraniano em relação a essa questão, não é nova, tal opinião já foi expressa há dois anos. Atualmente o presidente determinou que a prioridade para a Ucrânia é a reforma das Forças Armadas, para que correspondam aos princípios e normas da OTAN. Só após isso ser feito podemos negociar a adesão", declarou Vinnikov aos jornalistas.

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No fim de 2014, os deputados da Suprema Rada alteraram a Constituição da Ucrânia, recusando o estatuto de país não-alinhado. A nova doutrina militar da Ucrânia prevê a linha de integração do país na OTAN. Para isso, a Ucrânia deve até 2020 garantir a harmonização plena das suas Forças Armadas com as dos países membros da Aliança.

Anteriormente, ex-secretário geral da OTAN, o Anders Fogh Rasmussen, confirmou que, se a Ucrânia quiser tornar-se integrante da OTAN, precisa de cumprir uma série dos critérios cuja realização poderá exigir muito tempo. Além disso, a OTAN não permite a adesão daqueles países que têm disputas territoriais, o que é o caso da Ucrânia, pois esta considera a Crimeia como território seu temporariamente sob ocupação.

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