'Daesh mata com armas alemãs'

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O porta-voz da Sociedade de Paz Alemã, Jürgen Grässlin, acusou a Alemanha de provocar assassinatos no norte do Iraque por meio de exportações de armas para a região e pela ausência de controles.

De acordo com pesquisas recentes realizadas pelas redes locais NDR e WDR, as armas fornecidas pelos fundos das Forças Armadas Alemãs (Bundeswehr), destinadas às formações curdas de peshmerga (forças armadas do Curdistão iraquiano), são vendidas em mercados clandestinos e finalmente terminam em mãos dos terroristas de Daesh (grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico, proibido na Rússia e em vários outros países).

"O governo da Alemanha, em regra, não tem ideia de onde suas armas são realmente fornecidas. A minha pesquisa, com base em materiais de muitos países e viagens ao longo dos últimos 30 anos para regiões em crise e áreas de operações, revelaram que as armas viajam, eles não ficam no lugar para onde são exportadas", explicou o especialista em entrevista à Sputnik.

No entanto, a Bundeswehr já forneceu 2.400 toneladas de armas e munições para o peshmerga curdo, bem como serviços de treinamento militar, que, segundo Grässlin, violam o embargo da ONU sobre exportação de armas em áreas de conflito militar ativo.

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O vice-presidente do Die Linke (partido de esquerda com representação no Parlamento Europeu), Tobias Pflüger, afirmou que, com estas ações, a Alemanha viola não só o veto da ONU, mas também várias leis domésticas e as diretivas da UE sobre o assunto.

A Bundeswehr nega a sua responsabilidade e afirma que o governo da região autônoma iraquiana, o Curdistão iraquiano, assumiu o papel de "assegurar o controle do uso correto das armas fornecidas".

"A ideia de controlar o chamado 'destino final de suprimentos' [militares] é inútil… Sabe-se que essas armas surgiram nos mercados do Iraque e da Síria… Uma vez provado que Daesh atira com armas alemãs — ou fornecidas por outros países, será um escândalo. É cumplicidade nos assassinatos, suprimentos que vão para a área de combate… vão acabar nas mãos de organizações terroristas", disse Grässlin, que anteriormente abordou a questão das vendas de armas em um estudo sobre os lucros de Berlim com o equipamento bélico.

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