Especialista: forças estratégicas nucleares da China se aproximam do nível da Rússia e EUA

© AFP 2022 / Greg BakerVeículo militar levando o míssil chinês DF-21D
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Na véspera o teste de novo míssil balístico intercontinental DF-5C, realizado pela China, ganhou destaque no jornal norte-americano The Washington Post.

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Por sua vez, a China o considera como "um teste científico comum", embora o míssil tenha dez blocos com guiamento automático.

Essa notícia permite dar uma nova olhada nas perspectivas de desenvolvimento das forças nucleares chinesas, opina Vasily Kashin, especialista russo em questões militares.

Em entrevista à Sputnik China, ele informou que, apesar da elaboração do novo míssil de combustível sólido DF-41 capaz de portar uma ogiva com guiamento automático, futuramente, não se espera que sejam retirados de linha os mísseis com combustível líquido. A China está destinando mais recursos à criação de novas versões dos mísseis DF-5. Atualmente o país dispõe de 20 mísseis deste modelo.

"As vantagens do DF-5 são evidentes. É um míssil potente de combustível líquido com massa inicial de 183 toneladas. Suas capacidades energéticas são tão altas que permitem criar, com base nele, uma família inteira de foguetes portadores. É capaz de levar a ogiva potente com dez blocos e meios para superar sistemas de defesa antimíssil", explica Kashin.

Mas o DF-5 também tem seus lados negativos. Segundo o especialista, o míssil não é móvel e são instalados em túneis e sistemas de lançamento subterrâneos, demorando muito seu preparo para disparo – entre 30 e 60 minutos.

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"O número pequeno dos sistemas de lançamento para tais mísseis pode ser destruído após o primeiro ataque inimigo", ressalta.

Hoje, o DF-5 não é o único míssil da China capaz de alcançar o território dos EUA. Os sistemas móveis DF-31 e DF-41 também representam perigo, assinala Kashin.

E não é só isso. A China está desenvolvendo o seu próprio sistema de prevenção de ataque nuclear e o sistema estratégico de defesa antimíssil (DAM). O especialista prevê que, após a elaboração de várias versões, o tempo em que o míssil é acionado seja consideravelmente reduzido.

"Juntamente com a instalação dos elementos de prevenção de ataque nuclear e da DAM, a China poderá ter uma chance real de usar estes mísseis para ataque preventivo. Considerando a semelhança destes mísseis com a estrutura de foguetes portadores da família CZ-2, a indústria chinesa poderá passar a produzir entre 10 e 15 mísseis deste tipo por ano", antecipa o especialista russo.

Assim, há cada vez mais razões para esperar um progresso impressionante da China que a aproximará ao nível dos EUA e Rússia nos próximos anos em termos de capacidade das forças nucleares, o que poderá levar a mudanças sensíveis do jogo no Círculo Pacífico.

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