Turquia 'joga a isca' ao mencionar possível expulsão da OTAN da base de Incirlik

© AP PhotoCaça norte-americano F-15 decola da base aérea de Incirlik, Turquia, dezembro de 2015 (foto de arquivo)
Caça norte-americano F-15 decola da base aérea de Incirlik, Turquia, dezembro de 2015 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Recentemente, altos oficiais turcos manifestaram descontentamento relacionado à incapacidade de Washington de garantir apoio à operação militar turca no norte da Síria, dando a entender que as forças da Aliança poderiam ser retiradas da base aérea de Incirlik.

O analista político Stuart Rollo, especialista em segurança internacional da Universidade de Sydney, expôs à Sputnik Internacional sua opinião sobre o assunto. Segundo ele, ao agir dessa forma, a Turquia 'está jogando a isca':

"Eles jogam a isca para ver a reação da administração de Trump", explica.

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'Turquia está usando base de Incirlik como ferramenta de pressão sobre Washington'
"Trump falou muita coisa durante sua campanha eleitoral sobre apoio aos curdos, citando frequentemente coragem e afirmando que eles eram o aliado mais eficaz dos EUA na região para combater o Daesh. Acho que a Turquia está um pouco preocupada, pois ele [Trump] poderá pôr algumas de suas retóricas em prática."

Na quarta-feira (4), o chanceler turco, Mevlut Cavusoglu, mencionou a base de Incirlik ao citar o questionamento dos turcos sobre o uso da base aérea pelos EUA, que, segundo eles, não vêm prestando ajuda alguma na operação turca Escudo do Eufrates. No dia seguinte o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, informou que a Turquia tem o direito de fechar Incirlik.

Rollo opina que, com essa estratégia, Ancara buscou alarmar Washington sobre o que poderá acontecer caso os EUA "não comecem a cooperar com a Turquia contra os curdos".

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Ao mesmo tempo, o analista está convencido de que a Turquia não fechará a base de Incirlik.

Segundo Rollo, "a autonomia negociada das regiões curdas na Síria, provavelmente, não será suficiente para que a Turquia abandone a Aliança".

O especialista descreve as relações da Turquia com a OTAN como "instáveis", até menos instáveis do que estas costumavam ser. No entanto, na opinião dele, as relações entre a Turquia e o bloco liderado pelos EUA não afetarão acordos de segurança turco-americanos.

"Não acredito que estes comentários sobre Incirlik devem ser levados em consideração com toda seriedade nessa etapa", conclui Rollo.

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