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Alexandre Moraes negou envio de Força Nacional a presídios, mostra documento

© AFP 2021 / ANDRESSA ANHOLETEAlexandre de Moraes, ministro da Justiça do Brasil
Alexandre de Moraes, ministro da Justiça do Brasil - Sputnik Brasil
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Ministro da Justiça assinou ofício em que negava um pedido do governo de Roraima para envio dos agentes ao estado em novembro; hoje, 33 detentos foram assassinados com requintes de crueldade.

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Pelo menos 33 presos mortos em nova rebelião no norte do Brasil
O ministro da Justiça, Alexandre Moraes negou o envio de tropas da Força Nacional de Segurança Pública à Roraima em 21 de novembro do ano passado.

De acordo com o Estadão, a governadora Suely Campos enviou o pedido solicitando reforço na segurança dos presídios em "caráter de urgência". Em resposta ao pedido de socorro, o ministro enviou um ofício em que dizia que “apesar do reconhecimento da importância do pedido de Vossa Excelência, infelizmente, por ora, não poderemos atender ao seu pleito”.

"A Força Nacional de Segurança Pública encontra-se em fase de preparação para operação de enfrentamento de homicídios e violência doméstica, cujo plano está em desenvolvimento neste Ministério, destinando, a priori, a atuação nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal", dizia Moraes no documento.

Na manhã de hoje, o Brasil foi surpreendido por mais uma sangrenta chacina nos presídios do Norte. Depois do caso em Manaus, 33 presos foram encontrados decapitados, com os corações arrancados e membros jogados pelos corredores que dão acesso às alas da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc).

Metas

Alheio à acusação, Alexandre Moraes concedeu coletiva de imprensa na manhã de hoje, em que detalhou esforços do governo federal para tentar conter a onda de violência nos presídios. O ministro disse que espera implementar o Plano Nacional de Segurança Pública para tentar mudar o panorama.

A ideia é reduzir a superlotação nos presídios em 15%. O Plano também prevê redução anual de 7,5% nos homicídios dolosos, aumentar em 10% o número de apreensão de armas e drogas até o final do ano e de 15% até 2018.

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