Quem impede Trump de melhorar relações com a Rússia?

© REUTERS / Jonathan ErnstA bandeira americana em um veículo vibra quando o sol se põe atrás da cúpula do Capitólio dos EUA nas horas antes de o presidente Barack Obama entregar o discurso do Estado da União a uma sessão conjunta do Congresso em Washington em 12 de janeiro de 2016
A bandeira americana em um veículo vibra quando o sol se põe atrás da cúpula do Capitólio dos EUA nas horas antes de o presidente Barack Obama entregar o discurso do Estado da União a uma sessão conjunta do Congresso em Washington em 12 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Os planos de Donald Trump de fazer um ‘reset’ das relações com a Rússia encontraram oposição no Congresso, escreve o Washington Post.

Na semana passada, o chefe do Comitê de Serviços Armados do Senado, John McCain, chamou os planos de Trump de cooperação com Moscou de "inaceitáveis". A mesma opinião foi expressa por um outro senador, Lindsey Graham, do Partido Republicano.

"A Rússia está se comportando mal no palco internacional e deve ser refreada. Ele (Trump) é o comandante-em-chefe, mas o Congresso também tem o direito de votar e influenciar esta questão", disse Graham.

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De acordo com o jornal, McCain e Graham desenvolveram um plano para combater a política de Trump relativamente à Rússia. Mesmo antes de o novo presidente eleito prestar juramento, os congressistas vão visitar a Ucrânia, a Geórgia e Estônia. Eles pretendem assegurar os líderes desses países de que Washington pretende se opor a Moscou.

Lindsey Graham também planeja insistir no aumento da ajuda financeira aos aliados europeus para a "contenção" da Rússia. Além disso, o Senado está tentando "punir" Moscou por seu suposto envolvimento nos ataques cibernéticos nos Estados Unidos e as publicações de documentos secretos.

"O Congresso está tentando influenciar ao máximo a política em relação à Rússia, mesmo antes de esta ser formulada", comentou o vice-presidente do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, Heather Conley.

O Washington Post observa que a luta que está começando se tornará o primeiro teste à capacidade de Trump de mudar a política externa dos EUA contra a vontade das elites.

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