Der Spiegel: Merkel e Steinmeier estão fartos das sanções contra a Rússia

© AFP 2022 / John MacDougallAngela Merkel e Frank-Walter Steinmeier
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Nem a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nem o ministro das Relações das Relações Exteriores, Franz-Walter Steinmeier, estão interessados em novas sanções contra a Rússia, apesar da pressão de alguns políticos alemães. É o que diz a publicação do jornal Der Spiegel.

"As sanções da União Europeia contra Moscou impulsionadas pela reunificação da Crimeia com a Rússia e a guerra no leste ucraniano existem desde 2014 e foram prolongadas até final de janeiro de 2017. Mas será que fará falta endurecê-las por conta da situação na Síria?", questiona a publicação alemã.

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Enquanto muitos políticos alemães ainda pressionam para a imposição de novas sanções contra a Rússia por conta da sua atuação diante do conflito sírio, e apoiam as restrições por conta do conflito ucraniano, as medidas dividem opiniões no Bundestag (parlamento alemão). 

Para o ministro das Relações Exteriores Franz-Walter Steinmeier, o crescente endurecimento das relações entre Rússia e EUA apresenta um dilema que faz com que seja necessário encontrar um compromisso e uma solução pacífica.

"Seu enfoque segue sendo moralmente correto, já que só a compreensão política pode ajudar os sírios. Avaliar possíveis novas medidas de punição agora não vai ajudar o povo sírio", disse o porta-voz da política externa do Partido Socialdemocrata, Niels Annen. 

A edição também observa  que Merkel tampouco parece estar pensando em expandir as medidas punitivas, seguindo o percurso indicado por Steinmeier. "As medidas existentes já são bastante controversas, especialmente nos Estados do leste, que estão sofrendo perdas devido ao declínio das exportações", argumenta o Der Spiegel. 

Segundo a publicação, a situação atual empurra muitos políticos a reconsiderar a necessidade e racionalidade das medidas punitivas. 

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