General sírio: A Rússia é o único país que nos ajuda

© Sputnik / Mikhail Alaeddin / Abrir o banco de imagensA Cidadela de Aleppo (foto de arquivo)
A Cidadela de Aleppo (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os militares sírios que protegem a antiga cidadela de Aleppo agradecem a Rússia pelo apoio.

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A histórica cidadela da antiga fortaleza de Aleppo está localizada na cidade velha, em uma colina de 50 metros. A cidadela, como muitos séculos atrás, continua sendo um dos principais pontos estratégicos da cidade de defensores. Aqui o exército sírio enfrenta os rebeldes. O presidente da comissão de segurança de Aleppo, o general Ziad Saleh, agradece a Rússia:

"O único país no mundo que nos ajuda é a Rússia. Apenas a Rússia em todo o mundo luta pelos direitos dos oprimidos! Estamos muito gratos!", diz ele.

"Desde 2012 que os militantes tentam quebrar a defesa, algumas vezes eles tentaram fazer explodir as muralhas da cidade, mas não conseguiram chegar perto.

Resistimos aos bombardeios de metralhadoras pesadas e artilharia. A cidadela é um símbolo da resistência de Aleppo e de toda a Síria", disse Dahir Koswara, tenente do exército sírio.

Tentativa de assalto

Ao longo dos séculos, esta fortaleza foi invadida por legionários romanos, mongóis e turcos. Quatro anos atrás, cercaram os esquadrões de extremistas. A pequena guarnição de duas dúzias de soldados e oficiais, privados de abastecimento, mantiveram a defesa alguns meses, até ter sido aberta uma passagem secreta.

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A fortaleza de Aleppo continua cercada. É possível apenas entrar nela através de seus corredores subterrâneos. As muralhas antigas são ainda inexpugnáveis. À volta da cidadela está um grande fosso, que a protege de ataques suicidas e de veículos com explosivos. Em todo o perímetro da fortaleza há postos de observação, os movimentos dos extremistas estão sob vigilância permanente.

"A última tentativa de captura ocorreu recentemente. Descobrimos que, da parte de fora, estava a ser escavado um túnel de 200 metros de cumprimento. Eles escavaram durante cinco meses, nós organizámos uma emboscada debaixo da terra. Dois foram liquidados no local, outros fugiram. Fizemos o túnel explodir", conta o comandante da fortaleza, Mahmoud Ganesh.

Patrimônio da UNESCO

Dentro das muralhas da fortaleza há centenas de relíquias antigas e monumentos de arquitetura. Todo o complexo está inscrito na lista do património Mundial da UNESCO. De acordo com os arqueólogos, o primeiro achado encontrado tem mais de 10 mil anos.

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No século XIII, a cidadela era uma das mais ricas no Oriente Médio. Dentro estavam localizados palácios e banhos públicos, uma mesquita e um cemitério, um arsenal e celeiros. A fortaleza foi capturada pelos romanos, cruzados, reconquistada pelos muçulmanos e tomada de assalto por Alexandre, o Grande, e Tamerlão.

Após o terremoto do século XIX, quase todas as construções foram destruídas. Permaneceram apenas o anfiteatro romano, a sala do trono, várias mesquitas e igrejas. Tudo isto há quatro anos que é ameaçado pelos terroristas.

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