5 razões para os Estados Unidos perderem uma guerra com a Rússia

© AFP 2022 / Petras MalukasSoldados norte-americanos em centro da OTAN no Leste Europeu
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Os estrategistas do exército dos EUA acreditam que nos próximos cinco anos pode ocorrer um confronto com um adversário "praticamente equivalente". Sob "adversário" eles subentendem a Rússia, que está desenvolvendo as suas Forças Armadas de forma muito ativa, escreve analista em um artigo para a revista Forbes.

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O autor do artigo, diretor executivo do Instituto Lexington, Loren Thompson, preconiza que uma guerra hipotética com a Rússia será baseada no avanço muito rápido de tropas terrestres por todo um vasto espaço. A derrota em tal conflito mudará drasticamente o equilíbrio geopolítico na Europa e reduzirá a influência dos EUA, tornando-a mínima desde o início da Segunda Guerra Mundial. De momento, a derrota é o resultado mais provável.

Estes fatores levam autor à ideia de que o exército norte-americano, provavelmente perderá uma "guerra na Europa". Loren Thompson formula cinco argumentos em favor da sua tese.

Falhas dos líderes

A previsão decepcionante para a América do Norte está ligada a vários fatores: erros estratégicos dos presidentes anteriores George Bush e Barack Obama e a falta de financiamento das Forças Armadas. De acordo com o analista, o erro de Bush está relacionado com a retirada da Europa de duas brigadas pesadas americanas, e o erro de Obama é ter apostado na região Ásia-Pacífico, cuja consequência foi a redução da presença militar dos EUA no Velho Mundo.

Falta de financiamento

Loren Thompson lamenta que o exército dos EUA não receba financiamento adequado, especialmente se compararmos o programa de modernização com o da Rússia. As Forças Armadas norte-americanas recebem anualmente do governo federal $22 bilhões para compra de armas, enquanto a Rússia lançou um programa de rearmamento com um orçamento de $700 bilhões, cuja maior parte, de acordo com Thompson, irá para equipar as tropas terrestres e a aviação.

Vantagem geográfica

A Rússia tem a vantagem geográfica, observa o especialista. Os combates ocorrerão nos territórios do Leste da Europa, que estão mais longe dos principais pontos de desembarque do contingente americano na Europa. Além disso, esta parte do Velho Mundo é banhada por mares aos quais se pode ter acesso apenas através de estreitos que a Rússia poderá controlar facilmente.

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Além disso, o exército dos EUA não está lamentavelmente preparado para tal conflito, acrescenta Thompson. Na Europa, os EUA mantêm apenas duas brigadas permanentes, uma unidade ligeira de desembarque e um regimento equipado com Strykers blindados. Se não tiver reforços, a Rússia simplesmente desbaratará essas tropas, observa o colunista da Forbes.

A geografia da região também pressupõe que a maior parte das forças navais e de outros meios dos EUA ficará impedida de entrar no teatro de operações, acrescenta o especialista. A Rússia tem bases militares na região de Kaliningrado, no Báltico, e em Sevastopol, no Mar Negro, o que torna perigosa a entrada da marinha americana nas áreas adjacentes. A Força Aérea dos EUA, por sua vez, pode ser excluída da zona de conflito com ajuda da defesa antiaérea russa.

Há coisas em que EUA não podem competir

Recentemente, a Casa Branca tomou a decisão de colocar uma terceira brigada rotativa na Europa. Junto com isso, foi decidido enviar milhares de soldados para à Polônia e para cada dos países Bálticos. No entanto, isso não os livrará de todos os problemas. Após 15 anos de luta contra adversários como o Talibã, o exército dos EUA ainda é vulnerável. Isso se verifica nos meios de defesa antiaérea, guerra eletrônica, armas de alta precisão e proteção insuficiente dos equipamentos. Nestes aspetos o exército dos EUA não pode competir com as forças russas, conclui Thompson.

Aliados de pouca confiança

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Outra circunstância que pode piorar a posição do exército americano em um hipotético conflito com a Rússia são os aliados hesitantes da OTAN, se destaca no artigo. As tropas da OTAN tem superioridade de número sobre a Rússia. No entanto, ainda não está claro se os parceiros da aliança alinharão em um conflito no território dos países Bálticos ou na Ucrânia, que a propósito não integra a aliança. A maioria das pesquisas de opinião pública mostra a falta de vontade dos europeus ocidentais de defender seus vizinhos do Leste.

As posições da aliança também se debilitarão se Washington escolher táticas defensivas e desistir de atacar as bases militares ou unidades no território da Rússia. Iniciar uma ofensiva será difícil, tal conflito pode levar à utilização de armas nucleares por Moscou e nenhuma das capitais europeias está disposta a atrair um ataque nuclear sobre si, conclui o especialista.

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