Mídia: EUA devem ceder a Síria à Rússia

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Abrir o banco de imagensResidentes de Latakia participam da manifestação para agradecer a Rússia pela ajuda na luta contra terroristas, Síria, novembro de 2015
Residentes de Latakia participam da manifestação para agradecer a Rússia pela ajuda na luta contra terroristas, Síria, novembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Os EUA devem abdicar da Síria e ceder o controle sobre o país para a Rússia. Tal decisão é pouco agradável, mas é necessária para defender os interesses norte-americanos, afirmou o cientista político Enea Gjoza, do centro Defense Priorities, na matéria publicada no site The National Interest.

Soldados do Exército sírio da parte de Aleppo libertada dos terroristas, Síria, 5 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
EUA e Rússia concordam em estender trégua na Síria
Após o acordo de cessar-fogo na Síria entre a Rússia e os EUA, surgiu uma frágil esperança de regularizar o conflito, que dura há cinco anos. Entretanto, é pouco provável que a trégua dure por muito tempo e que um dos principais objetivos de Washington – a derrota do Daesh – seja atingido. Na Síria arruinada, nada – nem ataques aéreos, nem combatentes "moderados" – poderá ajudar a Washington na luta contra este grupo terrorista.

A política norte-americana na Síria sofreu de contradições desde o início. Embora os EUA insistam na saída do presidente sírio Bashar Assad, os grupos armados que lutam contra o seu regime são islamistas radicais fortemente opositores dos EUA, escreve o analista no The National Interest.

Os EUA ignoram este fato já por alguns anos e continuam armando e treinando a oposição "moderada".

"Continuando a armar e a apoiar a oposição, apesar dos sinais de estabilidade do regime de Assad, [os EUA] ajudaram a transformar tumultos iniciais num impasse terrível que destruiu o país e levou a milhões de refugiados", disse.

Homens com crianças fogem dos bombardeios em Aleppo, 11 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
Como é possível atingir a paz permanente na Síria?
Depois do início da operação militar russa na Síria, as chances de afastar Assad são agora quase nulas. As ações de Moscou colocaram os EUA em uma situação complicada. Um dos passos possíveis para os EUA era iniciar uma campanha militar terrestre para resolver a crise e defender os seus próprios interesses, mas isso tornou-se pouco razoável e Washington desistiu desta ideia. A Síria não está entre os interesses estratégicos dos EUA. Uma outra variante é preservar o 'status quo', apoiando a oposição síria. Mas isso só agrava ainda mais a guerra civil e as atrocidades no país, notou Gjoza.

Washington deve desistir da política atual e ceder a Síria à Rússia, pois Moscou demonstrou a intenção de ajudar Damasco. Os EUA devem deixar de apoiar os militantes de oposição e retirar as suas tropas.

Na opinião de Gjoza, a saída do conflito é pouco agradável para Washington mas promete algumas vantagens. Os EUA sairão de uma campanha militar cara e desfavorável, mas passarão a responsabilidade por restaurar a ordem no país ao seu adversário – a Rússia – e obrigarão Assad a lutar contra os terroristas. Se o Exército sírio conseguir derrotar o Daesh na operação terrestre e expulsar o movimento jihadista do país, isso ajudará por sua vez as autoridades do Iraque a restabelecer o controle no seu país, concluiu Gjoza.

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