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EUA explicam por que não revelam detalhes do acordo com a Rússia

© Sputnik / Mikhail AlaeddinCidade síria de Aleppo, 3 de setembro de 2016
Cidade síria de Aleppo, 3 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
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A Rússia e os EUA cancelaram a sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria marcada para a noite de sexta-feira (16) devido ao fato de Washington se ter recusado a revelar os detalhes dos acordos com Moscou.

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O representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, declarou que Washington não está pronto nem a conceder os documentos ao Conselho de Segurança, nem a falar detalhadamente sobre o conteúdo dos acordos. Churkin pôs em dúvida que o CS da ONU examinasse a resolução sobre a Síria tendo em conta o silêncio dos EUA, e também frisou que o lado russo não iria pedir aos membros do Conselho de Segurança que apoiassem algo "cujo conteúdo não conhecem".

O representante da missão diplomática dos EUA na ONU explicou que a revelação de detalhes pode afetar as medidas de segurança durante a entrega da ajuda humanitária à Síria. De acordo com o lado americano, Washington espera por negociações de alto nível a realizar na próxima semana em Nova York.

O chanceler russo Sergei Lavrov e o secretário de Estado dos EUA John Kerry adotaram um pacote de acordos de cinco documentos durante o encontro realizado em 9 de setembro em Genebra. As partes acordaram coordenar a luta contra o terrorismo, reforçar a ajuda humanitária, reforçar o armistício temporário e criar condições para um processo de paz.

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Após as negociações, Lavrov disse que a Rússia e os EUA não podiam revelar os documentos porque eles contêm "informação bastante importante e sensível", e que esta poderia vir a cair nas mãos de alguém e frustrar os acordos.

Contudo, a Rússia sublinhou a necessidade de fixar o acordo alcançado através de uma resolução da ONU. Lavrov apelou também a Kerry para que todo o pacote de acordos fosse revelado.

O novo plano para a Síria entrou em vigor em 12 de setembro. Três dias depois, a parte norte-americana afirmou que o regime, especialmente a entrega de ajuda humanitária, não está sendo totalmente realizado.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que Washington puder desistir da colaboração com a Rússia se na Síria não forem cumpridas as condições essenciais para a redução da violência e o acesso humanitário. Obama disse que, embora o nível de violência esteja diminuindo, o governo sírio bloqueia o acesso humanitário. Obama também declarou que, para que o acordo com Moscou seja viável, são necessários "sete dias contínuos de redução de violência e permanente acesso da ajuda humanitária".

Segundo os acordos atingidos por Lavrov e Kerry, a trégua deve durar 48 horas, e depois mais 5 dias, de maneira a verificar quais os grupos que aderem ao cessar-fogo. Em seguida, o trabalho deve prosseguir no Centro Executivo comum. Militares russos e norte-americanos terão que coordenar os ataques contra os agrupamentos terroristas proibidos na Rússia e em outros países.

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