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Cármen Lúcia toma posse no STF ao som de Caetano e cercada por Temer, Lula e Calheiros

© Ricardo StuckertLula, Caetano Veloso e a Carmen Lúcia, nova presidenta do STF
Lula, Caetano Veloso e a Carmen Lúcia, nova presidenta do STF - Sputnik Brasil
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A ministra Cármen Lúcia tomou posse nesta segunda-feira (12) como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se tornando a segunda mulher a assumir o cargo mais alto do Judiciário, a primeira foi a ex-ministra Ellen Gracie. Paralelamente, Carmen também vai chefiar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias Toffoli será o vice-presidente do STF.

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A mineira, Cármen Lúcia, de 62 anos, substitui até 2018, o posto que foi ocupado nos últimos anos pelo ministro Ricardo Lewandowski. A magistrada foi nomeada para o Supremo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.

A cerimônia de posse da ministra Cármen Lúcia reuniu várias autoridades do Judiciário e políticos adversários, como o presidente Michel Temer, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos destaques inusitados da solenidade foi a presença do cantor e compositor Caetano Veloso, que cantou o Hino Nacional.

Durante a cerimônia de posse de Cármen Lúcia, a questão do combate à corrupção marcou os discursos dos representantes da classe jurídica das três classes do direito: juízes, procuradores e advogados. 

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O Ministro Celso de Melo, por exemplo, abriu os discursos em nome dos ministros do Supremo, e destacou mais uma mulher presidindo um dos três poderes, contribuindo segundo ele, para superar a "dominação patriarcal", em prol de um modelo social que repudia a discriminação de gênero e a intolerância. Sem mencionar a operação Lava Jato, Celso de Melo, destacou os perigos de uma estranha e perigosa aliança entre determinados setores do Poder Público, de um lado, e agentes empresariais, de outro, que segundo o ministro podem enfraquecer as instituições, corromper os valores da democracia, da ética e da justiça e comprometer a própria sustentabilidade do Estado Democrático de Direito.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também esteve presente na cerimônia em nome do Ministério Público Federal e fez questão de parabenizar Cármen Lúcia e de certa forma "fazer as pazes" com o STF. Recentemente, ministros da Corte e integrantes do Ministério Público Federal trocaram acusações depois da divulgação de dados da negociação de um acordo de delação premiada entre o Ministério Público e o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, nas investigações da Lava Jato.

Cármen Lúcia se torna agora a quarta na linha sucessória da Presidência da República, devendo ocupar o cargo nas ocasiões em que o presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, Renan Calheiros estiverem impedidos de assumir o posto.

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