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Russa perde perna e mão para salvar os filhos na Síria

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensCrianças no bairro destruído da cidade de Aleppo, Síria, abril de 2016
Crianças no bairro destruído da cidade de Aleppo, Síria, abril de 2016 - Sputnik Brasil
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A cidadã russa Irina Barakyat foi ferida na Síria quando salvava os seus filhos de um projétil que atingiu a casa de um familiar. A mulher perdeu uma perna e uma mão.

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A mulher mora na Síria há 13 anos e tem 3 filhos – 2 meninos e uma menina. Naquele dia, a sua família e parentes do seu marido reuniram-se à mesa para almoçar. Um engenho explosivo artesanal atingiu a casa através da janela.

"O balão de gás penetrou na sala através desta janela. Fui projetado e vi a Irina saltar e tentar tirar o balão que estava em cima do seu filho", contou aos jornalistas o cunhado de Irina. 

"Uma grande peça atingiu a sua perna direita – tivemos de amputá-la até o joelho. Também amputamos a mão direita. <…> Além disso, a perna esquerda sofreu ferimentos sérios. <…> Estamos fazendo todo o possível", disse o diretor do departamento cirúrgico do hospital de Aleppo, Usama Baberi.

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Os familiares da Irina, bem como os médicos, dizem que o sacrifício de Irina salvou os filhos.

"O que é que eu devia fazer se eles estavam ao meu lado? Saltei sobre eles e pus uma mão e uma perna em frente para cobri-los", disse Irina.

O seu filho ainda sofreu alguns ferimentos mas a sua vida não está em perigo.

Os amigos de Irina esperam que consiga tratamento num dos hospitais da Rússia porque na Síria há frequentemente falta de medicamentos necessários nos hospitais.

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A comunidade russa já recolheu dinheiro para o seu tratamento. As amigas de Irina todos os dias fazem o que podem para a ajudar.

O país está mergulhado em uma guerra civil desde março de 2011, que já resultou em mais de quatro milhões de pessoas refugiadas e desalojadas, além de um número de mortos que, para organismos como a ONU, atinge 250 mil. No quadro deste conflito sangrento, o governo do país luta contra diversas fações de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como "Estado Islâmico") e a Frente al-Nusra.

Em 27 de fevereiro na Síria entrou em vigor um cessar-fogo acordado entre a Rússia e os EUA, países copresidentes do Grupo de Apoio Internacional para a Síria. Acordo foi aprovado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. A trégua não se estende aos grupos que as Nações Unidas classificam como terroristas, incluindo a Frente Al-Nusra e o Daesh (Estado Islâmico), proibidos na Rússia e vários outros países.

A aviação russa realiza voos regulares para fornecer ajuda humanitária à população síria em várias partes do país.

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