Governo iemenita abandona negociações no Kuwait após rebeldes rejeitarem plano da ONU

© AFP 2022 / MOHAMMED HUWAISMilitantes armados leais aos rebeldes houthis, Sanaa, Iêmen, 20 de junho de 2016
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A delegação do governo iemenita nas negociações de paz deixou o Kuwait – país que sedia as conversas – nesta segunda-feira (1º), após a rejeição, por parte dos rebeldes xiitas houthis, de uma proposta da ONU.

"Deixamos o Kuwait, mas não as negociações que continuam até 7 de agosto", disse o chanceler iemenita, Abdelmalek al-Mikhlafi, que chefia a equipe governamental de negociações.

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A data foi fixada pelo enviado da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, para concluir as negociações que começaram em abril na capital do Kuwait e que desde então não fizeram nenhum progresso.

O enviado da ONU disse em um comunicado que a partida da delegação do governo iemenita não significa sua retirada das negociações e afirmou que teria intensas discussões com a delegação dos houthis e seus aliados.

"Voltaremos (ao Kuwait) a qualquer momento em que a outra parte decidir assinar" a proposta de paz da ONU aceita pelo governo no Iêmen, disse Mikhlafi a repórteres no aeroporto da Cidade do Kuwait.

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O acordo de paz proposto pela Organização das Nações Unidas visa a pôr fim ao atual conflito que já dura 16 meses e que já deixou mais de 6.400 mortos, além de 2,8 milhões de deslocados.

A proposta geral atende às demandas do governo, apoiado política e militarmente pela Arábia Saudita, e inclui vários pontos da resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU, que incluem a retirada dentro de 45 dias dos rebeldes xiitas houthis das áreas ocupadas desde 2014 – entre elas a capital Sanaa –, a devolução de armas pesadas ao exército e a libertação dos detidos.

Os rebeldes, no entanto, anunciaram no domingo (31) a rejeição da proposta.

"O que foi apresentado pelo enviado (da ONU) não era outra coisa senão ideias para uma solução sob o aspecto da segurança, assunto a se debater como outras propostas", disse uma declaração da delegação dos houthis.

Para os rebeldes, qualquer acordo de paz deve prever um presidente consensual e um governo de unidade nacional antes de qualquer ponto sobre medidas militares e de segurança.

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