Especialistas: Daesh se prepara para colapso iminente

© REUTERS / Rodi SaidUm militante das Forças Democráticas da Síria passeando dentro de um abrigo no norte da província síria de Raqqa em 27 de maio, 2016
Um militante das Forças Democráticas da Síria passeando dentro de um abrigo no norte da província síria de Raqqa em 27 de maio, 2016 - Sputnik Brasil
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O grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) gastou muitos esforços tentando provar sua legitimidade como uma organização de "quase-Estado", mas tudo parece ter sido em vão nos territórios que os jihadistas continuam perdendo na Síria e no Iraque.

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Na situação atual os líderes do grupo começam preparando seus apoiantes para a queda que já parece iminente.

O chamado "califado" foi proclamado pelo Daesh há mais de dois anos – em 28 de junho de 2014. Esta autoproclamação é o projeto ambicioso do grupo terrorista Daesh, também conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou simplesmente Estado Islâmico, que surgiu no território do Iraque e da Síria em 2013, fruto da transformação de outro grupo extremista, o Jamaat al-Tawhid wal-Jihad, ativo desde a invasão norte-americana no Iraque.

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Mas o território que está sob controle de jihadistas está diminuindo já há um mês graças aos esforços dirigidos para minar as atividades dos terroristas feitos pela Rússia, pela coalizão internacional liderada pelos EUA e pelos exércitos da Síria e do Iraque.

De acordo com últimas estimativas divulgadas pela agência IHS Jane, o território controlado por terroristas diminuiu 12% nos primeiros seis meses de 2016 e é pouco provável que a tendência seja revertida.

"Com a diminuição do território do califado [do Daesh] e se tornando cada vez mais claro o falhanço de seu projeto de governança, o grupo está repriorizando sua insurreição. Isso leva ao aumento de ataques com vítimas em massa e da sabotagem da infraestrutura econômica por todo o Iraque e Síria e ainda a distâncias mais longas, inclusive na Europa," escreveu Columb Strack, analista sênior da IHS.

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Esta posição do analista pode ser argumentada também pelo ataque reivindicado pelo Daesh no Iraque que tornou o pior desde a invasão dos EUA em 2003: em 3 de junho no centro de Bagdá morreram mais de 200 pessoas. Cinco dias mais tarde, os terroristas do grupo mataram mais de 40 pessoas no aeroporto Ataturk de Istambul (Turquia).

O mais recente foi o atentado de 14 de julho ocorrido na França durante as celebrações do Dia da Bastilha no qual morreram mais de 85.

"Os ataques bem-sucedidos no estrangeiro são uma indicação de preocupações sérias sobre o que acontece em casa," disse o pesquisador Will McCants do Instituto Brookings ao jornal The Washington Post.

Então pode ser tirada a conclusão de que os líderes do Daesh estão "tentando realmente preparar seus seguidores para lidarem com um califado que já não é um califado," referiu ele.

É também de notar que o grupo terrorista, inclusive o seu porta-voz oficial Abu Muhammad al-Adnani, mudou sua postura e já não se proclama invencível, admitindo que está sofrendo baixas sérias.

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